Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


17
Jul 14

Enquanto o verão acontece, o maior partido da oposição, em atitude de entendimento interno inconseguido, enfrenta a disputa pela liderança. Desgasta-se, que o tempo de decisão quis-se demorado. As inscrições para as eleições primárias já decorrem, marcam o tempo, o que cumpre o calendário e o que desenha o verão e, em plena silly season, que parece que já não é o que deveria ser, capitalizam-se eleitores. Há uma luta que atravessa o costumeiro marasmo político de verão, quando relógio do tempo não para, nem se compadece com as incertezas de um destino político traçado ao longo de uma fastidiosa linha temporal que se quer ver cumprida pelo Partido Socialista (PS), dividido entre os apoiantes do líder e os do candidato seu concorrente. Disputa e dúvidas vivem-se no PS. Tempo consentâneo com certas manhãs de julho que emergem do nevoeiro denso que desce e esconde o sol, pouco seguro, que não corresponde aos anseios das gentes, que não se decide a dar um ar do seu brilho e da sua força. Tudo segue temporizado até que as eleições primárias se consumam, então, sob o respiro outonal e para que delas emane o vencedor, o próximo líder, o mesmo ou o novo, o candidato a primeiro-ministro.

*Em destaque no Blog dos Blogs do Sapo, em 20-05-2014

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publicado por momento do café às 16:21

05
Jun 14

Os chumbos do Tribunal Constitucional marcam a dramatização e a hipocrisia do Governo. O Primeiro-ministro afirma que não se pode estar em permanente sobressalto constituicional. Mas quem aprova as medidas que, à partida, não vão passar no crivo do Tribunal Constitucional (TC)? É a maioria parlamentar que sustém o governo. E pasme-se! O drama! Que preocupação com os Funcionários Públicos (FP) porque, face à decisão do TC, em Junho, certamente, não vão poder receber, a tempo, os salários e subsídios de férias. Quanta pena o governo mostra pelos FP! Que hipocrisia! Quando os esbulhava, nunca se preocupou com a diminuição dos rendimentos devido aos cortes e, também, aos retroativos, no caso de acontecerem, e que eram processados de imediato. Quer lá saber se os FP podem contar com os salários e os subsídios de férias, atempadamente, neste mês de junho! Desejava, talvez, que os FP, pelo previsível atraso no processamento de salários e subsídios, ficassem revoltados com o TC. E, como o Governo está tão sensibilizado, a sua ampla base de apoio parlamentar pede a aclaração do acórdão aos juízes do TC e, assim, pode contribuir para o atraso que pode acontecer! O impasse! Mas nós, os portugueses, não podemos viver neste "sobressalto permanente". Qual é o plano B que, afinal, o Governo tem de apresentar à Troika em substituição das normas chumbadas e que outros sacrifícios nos serão pedidos? Acredito que esteja preocupado com o cumprimento da saída limpa que prometeu, com o encerramento da 12ª avaliação que fecha o programa de resgate, com a queda da economia no 1º trimestre deste ano, e há que ter em conta, também, a reação dos mercados financeiros e a análise e notação das agências de rating perante estes chumbos. Estamos metidos numa saia justa, mas não podemos imputar as culpas ao TC, que cumpre a sua função. Contudo, confesso que até me passa pela cabeça que o Governo, embora afirme que não vira a cara aos obstáculos e às adversidades, possa dramatizar que o país está numa situação ingovernável e, por isso, até possa aspirar por eleições antecipadas. Oh, oh! Enquanto o Partido Socialista anda entretido com a história das eleições primárias, até vinham a calhar...

Em destaque no Blog dos blogs do SAPO:

destaque blog dos blogs do sapo em 05-05-2014.JPG

publicado por momento do café às 09:10
sinto-me: preocupada

29
Mai 14

Seguro sai vencedor, mas não seguro. A vitória não foi tão expressiva que correspondesse, sequer, à expetativas, quanto mais à derrota histórica da maioria da direita, nem tão compensadora para que não fosse posta em causa a liderança de Seguro. Uma vitória que, na noite das eleições, deixou Antóno Costa aprrensivo como deixou transparecer durante a sua participação na Quadratura do Círculo. Na altura, fiquei com a sensação que este António não deixaria seguro o outro. Não me enganei. Por isso, não estranhei que António Costa se mostrasse disponível para disputar a liderança do Partido Socialista (PS). Nunca uma vitória colocou em causa o trabalho e o esforço de um líder que já venceu duas eleições. E ainda que o líder não mude, nada será como antes. Há uma mudança a acontecer no seio do PS. O partido está dividido. De um lado e do outro, cada António conta os apoios e "as espingardas" para a disputa pela liderança. Para já, fica para sábado a decisão da Comissão Nacional quanto à realização, ou não, do Congresso extraordinário.  Aguardam-se os próximos capítulos da história desta vitória na História do PS. 

publicado por momento do café às 21:43

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