Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


07
Out 14

Lamentos, pedidos desculpas e correções não branqueiam, nem resolvem a situação. E que outra atitude mais, o sr. Ministro vai tomar? Demitir-se? Ou vai demitir mais um membro da sua equipa? É preciso discernimento e a humildade para assumir que não há condições para continuar no cargo e pedir demissão. A Educação é uma área demasiado sensível que não se compadece com medidas que se prolonguem no tempo para corrigirem os sucessivos erros cometidos, mais umas incongruências, como lhes chamou para adoçar toda situação que deles resultaram. O Sr. Ministro diz que tudo estará resolvido ainda esta semana. Promete mais uma nova colocação de professores. Daria para rir se o problema não fosse tão grave. Muito grave. Ainda que uma nova colocação de professores seja feita em tempo record, como se recuperará um mês de aulas, que fica perdido, se a correção dos erros deu azo a outros erros que põem em causa, também, a competência para agilizar um novo processo de colocação de professores e sem falhas? Para além da incerteza e dificuldades que as escolas e toda a comunidade enfrentam quanto à falta de professores, já está destruída a normalidade que deveria ter caraterizado o início do ano letivo em todas as escolas do país. Alunos, professores, pais e encarregados de educação não merecem tudo isto por que as escolas estão a passar.

publicado por momento do café às 17:04

02
Dez 13

Claro que fui ver a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades/componente comum a que se sujeitarão muitos professores contratados e que têm hoje o último dia para inscrição. Não vi lá nada que deixasse transparecer que objetivos estão subjacentes para avaliar a competência e a capacidade para ser professor na escola real, onde se encontra toda a diversidade de situações, quer ao nível da aprendizagem, quer ao nível comportamental dos alunos. Um autêntico exemplo da insustentável inutilidade de uma prova que subvaloriza a profissionalidade do professor. Há dias, ouvi o min.º Crato a dizer que, na data em que falava, já estavam inscritos 300000 professores. Logo o raciocínio levou-me para a conclusão: 20€/professor (o custo só desta primeira prova) e 30000 já tinham feito a inscrição, dava a quantia de 600000€ (seiscentos mil de euros para a prova da componente comum). E, ao fim do prazo, muitos mais professores estarão inscritos. Depois virão as específicas, a 15€/cada. Uma questão de euros? Não consegui enxergar… Ou um pretexto para mais desemprego no ensino. As turmas numerosas também vieram ajudar. Aqui acabo de ler a conclusão a que chegaram os especialistas quanto ao guião da prova que já foi publicitada. Eu tinha razão. E como se costuma a dizer na gíria: “foram muitos anos a virar frangos”… e a aturar tanta gente que não entende de educação e nada da escola atual.

publicado por momento do café às 14:25

03
Ago 12

O tempo de turmas numerosas já passou e há muito. A escola era uma realidade, hoje é outra e bem diversa. A escolaridade obrigatória tem vindo a confirmá-la. Numa qualquer turma de uma qualquer escola, os alunos não têm igual capacidade de compreensão, aquisição e aplicação dos conteúdos programáticos, por isso, os resultados de desempenho diferem de aluno para aluno. Ritmos de aprendizagem e desempenhos diferentes não podem ser entendidos como inócuos no processo ensino-aprendizagem e, numa qualquer turma, a competência do professor não se limita à "transmissão de conhecimentos" e à avaliação dos bons resultados atingidos pelos alunos que aprendem bem. Alarga-se e consolida-se, sobretudo, na desmultiplicação de estratégias, ações e meios a que recorre para executar a planificação das tarefas e atividades letivas que traça para determinada turma e que contemplam as diferenças de aprendizagem e de desempenho e, simultaneamente, cumprem a programação curricular, tendo sempre em mente o objetivo comum que propõe para todos os alunos, o sucesso escolar, positivo e de qualidade, reconhecendo que o mesmo, de acordo com a avaliação de conhecimentos e o nível de realização de cada aluno, é expresso em diferentes gradações quantitativas. Em turmas alargadas, grandes, esse trabalho fica dificultado e torna-se humanamente frustrante porque o professor não pode, com eficiência, atender, dar resposta e receber o justo retorno do trabalho que realiza com os alunos. Em todo o processo ensino-aprendizagem, também o desinteresse, a desmotivação e o aspeto comportamental dos alunos não podem ficar esquecidos porque condicionam o trabalho que o professor desenvolve e acabam por acentuar o desgaste a que está sujeito sempre que a gestão de comportamentos desadequados se manifestam na sala de aula e se sobrepõem à motivação da turma e ao cumprimento das atividades letivas que programou. Perde o professor, perdem os alunos e os pais. Perde quem, na área da educação, não enxerga esta realidade da escola atual. E perde o país.

(texto atualizado e republicado)

publicado por momento do café às 12:39

26
Abr 10

A larga amplitude que a diversidade toma, tanto na sociedade como na na escola, exige do professor uma resposta atenta, adequada e empenhada. Hoje, a nível da aprendizagem, o professor trabalha na e para diversidade, factor que marca a escola para todos. A diversidade que o professor encontra na escola impõe-lhe uma desmultiplicação de estratégias, actividades e recursos numa planificação organizada de tarefas de aprendizagem que a diferenciação exige para cumprir um objectivo comum, o sucesso escolar. E, mais do que vocacionado para o ensino, o professor actual lida, também, com a indisciplina, a desmotivação e o insucesso escolar. Muitos alunos revelam desinteresse pela escola, cultivam o ócio, fazem um percurso sem rumo na construção do futuro, e acabam, muitas vezes, por revelar comportamentos disruptivos. Os comportamentos desajustados e a violência que manifestam, na sala de aula ou em qualquer outro contexto escolar, prejudicam o quotidiano da escola, as actividades de ensino-aprendizagem, as relações interpessoais e de convivialidade na comunidade escolar, e o professor acaba por sofrer o desgaste pessoal e profissional que essas situações comportamentais ocasionam.

Ao concluir esta série de apontamentos que escrevi sobre as relações entre família e a escola, mais do que nunca, afirmo que ser professor não é fácil na sociedade actual.

publicado por momento do café às 14:01

19
Abr 10

No esforço de gestão de casos de indisciplina e dos comportamentos desajustados que acontecem na escola e que comprometem a aprendizagem e o sucesso escolar dos alunos, os professores, sós, desempenham um papel difícil porque nem sempre vêem resultados imediatos ou a médio prazo. É importante salientar que à escola compete desenvolver estratégias que contribuam para a prevenção dessas situações comportamentais desadequadas que possam emergir na comunidade escolar. Havendo, ainda assim, falhas ao nível da prevenção, à instituição escola cabe o papel de reivindicar a dotação de recursos humanos especializados na problemática comportamental (psicólogos, professores de educação especial, e outros) para que os professores sejam apoiados na identificação dos sinais ou das condições que definem atitudes de indisciplina e/ou de comportamento de determinado(s) aluno(s) para que avaliação, feita em tempo útil, possa conduzir à intervenção adequada que reponha os momentos de sã convivencialidade na escola e no seu perímetro envolvente. Na fase de prevenção e que deverá ser a acção prioritária e aplicada ao universo dos alunos da escola, todo este processo deve contar com a colaboração responsável e empenhada dos encarregados de educação (pais ou outros). Numa fase de intervenção, se as circunstâncias comportamentais assim o exigirem, e durante o desenvolvimento e avaliação do programa interventivo que venha a ser aplicado a determinado(s) aluno(s) toda a acção deverá contar com a participação dos respectivos encarregados de educação.

publicado por momento do café às 12:47

25
Mar 10

As relações escola-família continuam a suscitar todo o interesse e estudo, não só pelo conhecimento que se adquire, mas também pela valia que o tema traz à área da Educação. Existem muitos estudos publicados que referem resultados muito positivos quando o envolvimento parental está presente na vida escolar dos filhos. Excluem-se os casos em que a conflitualidade é marcante na relação escola-família e, quando esta parceria não decorre como se deseja, a escola e os seus professores não poderão abdicar das suas responsabilidades, direitos e deveres porque o papel que desempenham na sociedade assim o exige em prol da criação de um ambiente escolar sem perturbações que fragilizem a aprendizagem e a disciplina. Para tal, devem procurar, por todos os meios, estabelecer um patamar de entendimento com os pais para esclarecer, negociar e evitar situações de perturbação e tensão que possam induzir o aluno ao desinteresse, ao absentismo e à condução de comportamentos desafiadores e disruptivos em contexto escolar.

 

 

publicado por momento do café às 00:14

20
Mar 10

Só se exige que os pais se limitem ao “papel de pais” responsáveis e comprometidos com a educação dos filhos. O papel dos pais é fundamental nos bons e nos maus momentos da vida escolar dos filhos, na motivação, no estímulo, na ajuda, na compreensão e no apoio que o aluno precisa quando a avaliação de desempenho não se revela compatível com o esforço e o trabalho demonstrados (a prática do reforço positivo torna-se indispensável). Os professores e os pais exercem responsabilidades bem distintas, compartilhadas, que não se sobrepõem e que, reciprocamente, não podem ser usurpadas ou invadidas. Uma gestão harmoniosa dessas responsabilidades torna visível a confiança entre pais e professores, previne situações de negligência e indisciplina com  proporções que venham a exigir uma intervenção concertada de ambos, traduz a motivação, o empenho do aluno na aprendizagem, a melhoria dos resultados na avaliação do desempenho, o sentimento de apoio e, ainda, o apreço e o respeito dos pais pelo trabalho que professor realiza e o compromisso daqueles na busca de mais conhecimento sobre o processo educativo dos filhos.

publicado por momento do café às 12:25

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