Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


30
Out 15

Neste momento, o Governo toma posse,  tem os dias contados e, como dispõe de apoio parlamentar minoritário de direita, enfrentará uma ou mais moções de rejeição já anunciadas pela maioria de esquerda. Será que este governo, no Parlamento e em nome da esabilidade que o país merece, ainda espera por um milagre para 4 anos? Os dias seguintes serão complicados para este novo Governo que agora nasce do resultado das Legislativas, que vem enfraquecido para fazer passar o seu programa e fica à espera do destino que a esquerda lhe promete traçar. Será um Governo posto em banho-maria, num Portugal expectante que procura “adivinhar” qual o cenário que será desenhado para uma outra governação que se forme sob a áurea de estabilidade. E, depois, Sr. PR, em nome do superior interesse nacional, o que vem a seguir a este “quase nado-morto” Governo?

publicado por momento do café às 12:25

07
Jul 13

Os momentos de surpresa acontecem. A incerteza toma conta dos dias. A emoção sobrepõe-se à racionalidade, o pensamento enturva-se, nada se alcança para além de instabilidade que a surpresa provoca. Tudo se põe em causa, a confiança, a lealdade, a compreensão, a decisão que surpreendeu. Aparecem os sábios e os conhecedores. Conjeturam, especulam, analisam a causa, o pretexto, a oportunidade da decisão, as consequências. Todos se ajustam ao julgamento e à crítica. Apontam culpados. Avançam soluções. Carregam e partilham o pessimismo. Manipulam a emoção causada, empolam o estado de desilusão e a aflição que ensombram os dias, enquanto se recupera, ou não, do impacto da surpresa e das estragos que causou. E na incerteza dos dias, emerge a única certeza: nada será como antes.

publicado por momento do café às 10:14

05
Jul 13

Sinto e apetece-me dizer que a desilusão tomou conta de nós. A desistência assentou arraial. O governo chutou os sacrifícios que nos foram pedidos  quando dispunha de capital humano e de eleitorado para cumprir os compromissos com a Troika.  Depois, num segundo momento, em nome da austeridade, passou a impô-los, sem dó nem piedade. Tudo, fomos suportando. A admissão do falhanço e os consequentes pedidos de demissão dos Min.0s Gaspar e Portas, nestes dias em que até o calor de verão se pôs a jeito para infernizar a nossa sacrificada existência, acabaram por derrubar a mais ténue confiança que tínhamos de que toda a austeridade que nos foi sendo exigida nos levaria a bom porto. Estamos atordoados. Em pleno verão quente, atiram-nos um balde água fria, ou antes, gelada. Atingiu-nos em cheio. Atingiu, também, o próprio governo e foi perturbador. A crise veio à tona. Estamos expetantes. A incerteza e o medo tomam conta do nosso quotidiano. Em quem podemos confiar o nosso tortuoso rumo quando não vemos ninguém que, efetivamente, tenha a coragem dos nossos egrégios avós e tome as rédeas do poder na mão. Não, não me refiro a um poder ditatorial, mas ao poder firme e sabedor que trilhe um caminho de sacrifícios, sim, mas que nos deixe sentir que, dentro da razoabilidade do que nos é pedido e não imposto, estamos a ser “levados” para um futuro prometedor e que tudo valerá a pena. De falhanços, incompetência e teimosia andamos fartos. Precisamos de um novo rumo.

publicado por momento do café às 11:13

04
Jul 13

Embrenho-me na escuridão.

Sem temor, avanço.

Espero. Perscruto.

Só silêncio e breu.

Aquieto-me. Escuto.

Só o nada se pressente...

Acomodo-me ao momento,   

à certeza dormente.

Arredo o pensamento…

Estremeço. Um repente.

Esqueço o pressentimento.

Um arrepio, o medo somente!

Sem emoção, sem lamento.

Só o abismo envolvente.

Sem atalho, sem saída!

O nada me prende.

O medo se ajusta. É a vida.

A angústia latente...

Esta incerteza desmedida.

publicado por momento do café às 10:04

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Boa Nova: Farol e mar

Do terraço vejo o mar...

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