Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


30
Out 15

Neste momento, o Governo toma posse,  tem os dias contados e, como dispõe de apoio parlamentar minoritário de direita, enfrentará uma ou mais moções de rejeição já anunciadas pela maioria de esquerda. Será que este governo, no Parlamento e em nome da esabilidade que o país merece, ainda espera por um milagre para 4 anos? Os dias seguintes serão complicados para este novo Governo que agora nasce do resultado das Legislativas, que vem enfraquecido para fazer passar o seu programa e fica à espera do destino que a esquerda lhe promete traçar. Será um Governo posto em banho-maria, num Portugal expectante que procura “adivinhar” qual o cenário que será desenhado para uma outra governação que se forme sob a áurea de estabilidade. E, depois, Sr. PR, em nome do superior interesse nacional, o que vem a seguir a este “quase nado-morto” Governo?

publicado por momento do café às 12:25

20
Jun 14

Foi constrangedor ouvir um homem do Governo de Portugal falar da aclaração que foi pedida ao Tribunal Constitucional (TC) e que este rejeitou. Enfim, é o que temos e para o que estamos guardados quando há, à solta, quem nos tome como ignorantes e, como o pedido de aclaração não aclarou, ele veio aclarar. Da recusa de aclaração por parte do TC, registou e lançou a diferença de tratamento entre os Funcionários Públicos. Aclarou, aclarou, andou em círculos aclarativos, e suava por todos os poros. Uma manobra comunicacional para ver se os portugueses "emprenhavam" pelos ouvidos e se "atiravam" ao TC. Não sei em que manual de formação sociopolítica intensiva, esta pleiade que nos governa leu, interpretou e tirou a conclusão de que nós, o povo português, somos todos uns parvinhos, uns idiotas, que não percebemos nada "disto" e que não conseguimos interpretar o que dizem os Juízes do TC. O governo substima-nos. Nos conflitos com o TC, quer instrumentalizar-nos e, de tão solidários que são, pretendem fazer crer que também somos vítimas das decisões de inconstitucionalidade que resultam da análise das normas que propõe e, às quais, a sua maioria parlamentar diz "yes". Vá lá, já concluiram que têm de cumprir o que o TC decidiu em matéria da reposição dos cortes e dos subsídios devidos. Conclusão, o pedido de aclaração não passou de uma manobra dilatória. O Governo sempre soube que tinha de pagar. Mas será que queria pagar? Penso, quantas vezes, nestas birrinhas que o Governo faz como as criança ou os adolescentes que tudo questionam para debilitar a auteridade dos pais, que procuram cansá-los pela insistência, que ensaiam umas "estórias" em que só eles acreditam e que "amandam" uns avisos de resistência, à laia de retaliação às decisões que não querem cumprir, quando os adultos responsáveis não cedem e exigem respeito. As crianças ou os adolescentes recebem uns quantos nãos, no momento oportuno e, como são espertos, aprendem, fazem-se finos. Mas com o Governo a aprendizagem tem sido um difícil inconseguimento. E nós cá esperamos as próximas "estórias" com a chancela da austeridade que o governo guarda na manga e que serão alternativas às medidas rejeitadas. Viveremos, ou antes, sobreviveremos a mais um capítulo da nossa expiação, porque, já não cremos em nada e, afinal, nem somos tão anjinhos.

publicado por momento do café às 15:18
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05
Jun 14

Os chumbos do Tribunal Constitucional marcam a dramatização e a hipocrisia do Governo. O Primeiro-ministro afirma que não se pode estar em permanente sobressalto constituicional. Mas quem aprova as medidas que, à partida, não vão passar no crivo do Tribunal Constitucional (TC)? É a maioria parlamentar que sustém o governo. E pasme-se! O drama! Que preocupação com os Funcionários Públicos (FP) porque, face à decisão do TC, em Junho, certamente, não vão poder receber, a tempo, os salários e subsídios de férias. Quanta pena o governo mostra pelos FP! Que hipocrisia! Quando os esbulhava, nunca se preocupou com a diminuição dos rendimentos devido aos cortes e, também, aos retroativos, no caso de acontecerem, e que eram processados de imediato. Quer lá saber se os FP podem contar com os salários e os subsídios de férias, atempadamente, neste mês de junho! Desejava, talvez, que os FP, pelo previsível atraso no processamento de salários e subsídios, ficassem revoltados com o TC. E, como o Governo está tão sensibilizado, a sua ampla base de apoio parlamentar pede a aclaração do acórdão aos juízes do TC e, assim, pode contribuir para o atraso que pode acontecer! O impasse! Mas nós, os portugueses, não podemos viver neste "sobressalto permanente". Qual é o plano B que, afinal, o Governo tem de apresentar à Troika em substituição das normas chumbadas e que outros sacrifícios nos serão pedidos? Acredito que esteja preocupado com o cumprimento da saída limpa que prometeu, com o encerramento da 12ª avaliação que fecha o programa de resgate, com a queda da economia no 1º trimestre deste ano, e há que ter em conta, também, a reação dos mercados financeiros e a análise e notação das agências de rating perante estes chumbos. Estamos metidos numa saia justa, mas não podemos imputar as culpas ao TC, que cumpre a sua função. Contudo, confesso que até me passa pela cabeça que o Governo, embora afirme que não vira a cara aos obstáculos e às adversidades, possa dramatizar que o país está numa situação ingovernável e, por isso, até possa aspirar por eleições antecipadas. Oh, oh! Enquanto o Partido Socialista anda entretido com a história das eleições primárias, até vinham a calhar...

Em destaque no Blog dos blogs do SAPO:

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publicado por momento do café às 09:10
sinto-me: preocupada

18
Nov 13

Na omnipresença da austeridade que o programa de resgate financeiro tem exigido, não sei por que razão o Sr. Primeiro-ministro (PM) vem relembrar que temos de nos aliar ao último esforço nacional. Não foi isso que aconteceu até agora? Até aqui, nem fomos tidos, nem achados. As medidas de austeridade tinham de ser cumpridas e toca de "nos aliarmos", ao governo.  E "prontoshsheee"! Teve de ser!

publicado por momento do café às 10:12

22
Out 13

Vai lá a gente entender! Um, soldado disciplinado e leal, em terras de Sua Majestade, ganha protagonismo e anuncia que o governo quer a negociação de um programa cautelar. Outro vem e diz que desconhece programa cautelar e sobre o assunto não existe nada. Se as cúpulas ministeriais não se entendem, que conclusão tirar de tal "desencontro"? Estão a perder a tramontana. O vínculo de confiança mútua entre membros do governo esbate-se mais.... e em quem acreditar? Neste jogo de desencontro governativo, o povo será o último a conhecer a verdade do seu futuro pós-troika. E, como o povo diz, o "c****" é sempre o último a saber...  

publicado por momento do café às 10:13

07
Jul 13

Os momentos de surpresa acontecem. A incerteza toma conta dos dias. A emoção sobrepõe-se à racionalidade, o pensamento enturva-se, nada se alcança para além de instabilidade que a surpresa provoca. Tudo se põe em causa, a confiança, a lealdade, a compreensão, a decisão que surpreendeu. Aparecem os sábios e os conhecedores. Conjeturam, especulam, analisam a causa, o pretexto, a oportunidade da decisão, as consequências. Todos se ajustam ao julgamento e à crítica. Apontam culpados. Avançam soluções. Carregam e partilham o pessimismo. Manipulam a emoção causada, empolam o estado de desilusão e a aflição que ensombram os dias, enquanto se recupera, ou não, do impacto da surpresa e das estragos que causou. E na incerteza dos dias, emerge a única certeza: nada será como antes.

publicado por momento do café às 10:14

04
Jul 13

Embrenho-me na escuridão.

Sem temor, avanço.

Espero. Perscruto.

Só silêncio e breu.

Aquieto-me. Escuto.

Só o nada se pressente...

Acomodo-me ao momento,   

à certeza dormente.

Arredo o pensamento…

Estremeço. Um repente.

Esqueço o pressentimento.

Um arrepio, o medo somente!

Sem emoção, sem lamento.

Só o abismo envolvente.

Sem atalho, sem saída!

O nada me prende.

O medo se ajusta. É a vida.

A angústia latente...

Esta incerteza desmedida.

publicado por momento do café às 10:04

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