Fevereiro a terminar com uns laivos de "março, marçagão, de manhã inverno, de tarde verão". E foi assim o que o penúltimo dia se mostrou.
Fevereiro a terminar com uns laivos de "março, marçagão, de manhã inverno, de tarde verão". E foi assim o que o penúltimo dia se mostrou.
Fevereiro, que fez uma boa receção do testemunho acinzeirado e sombrio que janeiro lhe passou, prossegue encharcadamente chuvoso e frio, exposto à ventania agreste que sopra sem dó, veste o ar plúmbeo que amedronta o sol que se mantém escondido, apesar de desejados o seu calor e o seu brilho, nestes dias de invernia. Fevereiro, tão pequeno, mas enormemente aborrecido!
Sol de inverno em dia frio. E fevereiro se esvai, marcado pela resignação de Bento XVI.
Fevereiro entra sem complexos. Faz-se ao sol de inverno. Põe a máscara de folgazão apaixonado. Promete Carnaval para alguns que a outros fica vedado o direito a um dia de disfarces e farsas porque há quem já detenha o monopólio de farsante. Resta o dia de S. Valentim se não for "decretado", entretanto, que paixão e amor passam a ser taxados...
De aborrecido, fevereiro passou a luminoso. Veio diferente. Chegou acentuadamente frio e ensolarado. E segue seco. A escassos dias de atingir o fim, seria agradável que ele nos presenteasse com o ar sombrio e chuvoso a que nos habitou. E, por muito que apreciemos este céu azul e limpo, carecemos de chuva. Que venham, pois, uns dias de chuva.
Ainda agora parece que 2011 começou, já janeiro fica no passado e fevereiro entra para ocupar o seu curto espaço de tempo no calendário. Chega defraudado, março rouba-lhe o Carnaval. Contenta-se com o dia de S. Valentim que o consumismo importou para que os namorados e os apaixonados se sintam lembrados num dia por ano.
O dia de hoje ficará marcado pela greve geral e pela manifestação de um milhão de pessoas na praça Tahrir, no Cairo. Honis Mubarak, que sempre escapou aos atentados, frente a tão grande protesto do povo que grita pela democracia, conseguirá manter-se no poder? Espera-se para ver.
Festa dos ...ados (as), com a sua face doce: os apaixonados, os enamorados, os amados, os namorados, os casados... Dia dos namorados ou dia de S. Valentim soa a comemoração importada. Tem como objectivo único, o consumismo.