Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


29
Mai 09

Um escorpião, para que lhe seja facilitada a sua anuência ao mundo de uma europa unida, usa a estratégia da ''eloquência'' predatória que lhe possibilita uma vitória eleitoral. Sujeito ao escrutínio, um escorpião tem a força da convicção junto ao eleitorado. Agora que vai submeter-se ao sufrágio eleitoral, adapta-se aos novos ambientes, aos espaços e às gentes e, afincadamente, sujeita-se à campanha eleitoral a que se entrega com empatia. Sempre lúcido, um escorpião, candidato que se diz independente, difunde as propostas do seu programa eleitoral a todos que ocorrem às sessões de campanha. Procura que o escutem, digiram as suas ideias e recorrendo ao domínio das quelíceras da sua tão reconhecida inteligência, mostra-se acintoso e, em propaganda eleitoral, com garra, faz uma crítica tão desagradável que as palavras saem-lhe como se desejasse fazer calar os candidatos da oposição que apregoam o respectivo programa eleitoral, na ânsia de chamarem a si os votos dos que habitualmente lhes são fiéis e dos outros que se acomodam à desilusão que os mergulha na decepção com a classe política e os inclina para a atitude de abstenção como sinal do seu descontentamento. Mas o objectivo de um escorpião candidato projecta-se na captação do voto, quer de quem é leal, quer daquele que pretende colocar-se na configuração da abstenção. E como é temida a probabilidade desta se concretizar! Porque muitos não perdoam a exúvia de promessas feitas!  Com audácia provocatória, um escorpião procura manter-se na frente do combate e sempre que possível, acobertado pelo líder, não vá a flexibilidade do seu exosqueleto fazer emergir uma proposta sua, de cariz independente, dissonante e embaraçosa. Com reacção emocional, pretende saber lidar com o povo que o vai acolhendo e certo do seu próprio poder, esquiva-se habilmente das ferroadas extremamente fortes dos adversários de campanha política. Não debate ideias com os opositores. Para os confundir, estridula de forma contínua. Quer silenciá-los. Tenta  restringi-los  com as suas quelas  e por fim, atingi-los com o seu tão palavroso veneno. E vencê-los-á por KO?!

publicado por momento do café às 00:14

04
Mai 09

O escorpião, habitante em terra firme, ser vivo supostamente flexível por ser munido de exosqueleto, para que não se lhe limite o crescimento e a sua acomodação no mundo europeu, recorre à ecdise. Usa esta estratégia evolutiva que lhe permite um processo de mudança para dela colher vantagens. O seu lema essencial é suportado pela lei de Lavoisier: ''Na natureza nada se cria, nada se perde, tudo se transforma''. Convicção é a força inseparável para atingir uma nova mudança. Adapta-se a novos ambientes. Resiste. Lúcido, só consegue digerir as suas próprias ideias. Rejeita as dos outros, recorrendo às suas quelíceras intelectuais. Estigmatiza-os. De forma afiada, as garras acintosas saem-lhe da boca para amarfanhar e conter tudo que os outros dizem e pensam. Ninguém pode interferir e discordar das suas ideias. O seu auto-domínio alimenta ódios de estimação. A posição é de controlo, mantido rigidamente. O seu objectivo projecta-se no corte com velha configuração porque muitos não lhe perdoam a exúvia ideológica e a construção de nova figuração que não aceitam... Espera que a oportunidade surja para, corajosamente, enfrentar os predadores críticos da sua transmutação que o adaptou ao meio que não permite intromissões adversas. De reacção circunspecta e fria, é controlado pela inteligência e pela reacção emocional que procura não deixar transparecer. Imbuído do poder de percepção, sabe lidar com o seu próprio poder. Com audácia provocatória, força situações. Joga o tudo e o nada. Gosta de estar na frente do combate. A concretização dos seus fins, pluralizada pelo ''Nós, escorpiões'' não pode ser impedida. Defende-se agilmente das ferroadas extremamente fortes dos imperdoáveis ou dos intolerados adversários que, sob o seu ponto de vista, lhe fazem um ataque de furor, pretendendo conduzi-lo à destruição. Vai à luta. Reage e, sem olhar a meios, recorre ao seu ferrão, o telson, usa o seu veneno palavroso e tira vantagem. Por fim, os seus adversários admitem que lhe prestaram um grande favor.

publicado por momento do café às 00:09
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