Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


07
Out 14

Lamentos, pedidos desculpas e correções não branqueiam, nem resolvem a situação. E que outra atitude mais, o sr. Ministro vai tomar? Demitir-se? Ou vai demitir mais um membro da sua equipa? É preciso discernimento e a humildade para assumir que não há condições para continuar no cargo e pedir demissão. A Educação é uma área demasiado sensível que não se compadece com medidas que se prolonguem no tempo para corrigirem os sucessivos erros cometidos, mais umas incongruências, como lhes chamou para adoçar toda situação que deles resultaram. O Sr. Ministro diz que tudo estará resolvido ainda esta semana. Promete mais uma nova colocação de professores. Daria para rir se o problema não fosse tão grave. Muito grave. Ainda que uma nova colocação de professores seja feita em tempo record, como se recuperará um mês de aulas, que fica perdido, se a correção dos erros deu azo a outros erros que põem em causa, também, a competência para agilizar um novo processo de colocação de professores e sem falhas? Para além da incerteza e dificuldades que as escolas e toda a comunidade enfrentam quanto à falta de professores, já está destruída a normalidade que deveria ter caraterizado o início do ano letivo em todas as escolas do país. Alunos, professores, pais e encarregados de educação não merecem tudo isto por que as escolas estão a passar.

publicado por momento do café às 17:04

19
Set 14

Na anunciada e molhada partida do verão que nem sequer por cá andou e nem pediu desculpas pela sua ausência, são surpreendentes os pedidos de "desculpas" e a assunção de responsabilidades políticas dos responsáveis pelas pastas da Justiça e da Educação. São atitudes que, por mais humildade que deixem transparecer, não passaram de formalidades sem conteúdo direto e consequente, não repõem a credibilidade, são só para cidadão ver. Quem governa pode errar, o ser humano é falível, mas porque detém o poder executivo tem o dever de saber e conhecer, ver e entender, prevenir e evitar erros que possam ocorrer com a decisão que toma e prever as consequências prejudiciais e de difícil resolução que podem emergir antes, durante e depois que todo o processo e os procedimentos sejam iniciados. Não se exige que um governante seja um dotado especialista, mas deve entender e ter conhecimentos sobre a área que tutela. Exige-se que na sua equipa haja gente competente e não os "mártires" que vão carregar todo o descontentamento dos cidadãos quando a "coisa" dá para o torto. Quem governa deve assumir a culpas quando comete errros. Um simples pedido de desculpas não os desculpabiliza de nada. Exige-se, sim, a coragem de tomar uma atitude política, entenda-se, um pedido de demissão.

publicado por momento do café às 12:22

02
Dez 13

Claro que fui ver a prova de avaliação de conhecimentos e capacidades/componente comum a que se sujeitarão muitos professores contratados e que têm hoje o último dia para inscrição. Não vi lá nada que deixasse transparecer que objetivos estão subjacentes para avaliar a competência e a capacidade para ser professor na escola real, onde se encontra toda a diversidade de situações, quer ao nível da aprendizagem, quer ao nível comportamental dos alunos. Um autêntico exemplo da insustentável inutilidade de uma prova que subvaloriza a profissionalidade do professor. Há dias, ouvi o min.º Crato a dizer que, na data em que falava, já estavam inscritos 300000 professores. Logo o raciocínio levou-me para a conclusão: 20€/professor (o custo só desta primeira prova) e 30000 já tinham feito a inscrição, dava a quantia de 600000€ (seiscentos mil de euros para a prova da componente comum). E, ao fim do prazo, muitos mais professores estarão inscritos. Depois virão as específicas, a 15€/cada. Uma questão de euros? Não consegui enxergar… Ou um pretexto para mais desemprego no ensino. As turmas numerosas também vieram ajudar. Aqui acabo de ler a conclusão a que chegaram os especialistas quanto ao guião da prova que já foi publicitada. Eu tinha razão. E como se costuma a dizer na gíria: “foram muitos anos a virar frangos”… e a aturar tanta gente que não entende de educação e nada da escola atual.

publicado por momento do café às 14:25

03
Ago 12

O tempo de turmas numerosas já passou e há muito. A escola era uma realidade, hoje é outra e bem diversa. A escolaridade obrigatória tem vindo a confirmá-la. Numa qualquer turma de uma qualquer escola, os alunos não têm igual capacidade de compreensão, aquisição e aplicação dos conteúdos programáticos, por isso, os resultados de desempenho diferem de aluno para aluno. Ritmos de aprendizagem e desempenhos diferentes não podem ser entendidos como inócuos no processo ensino-aprendizagem e, numa qualquer turma, a competência do professor não se limita à "transmissão de conhecimentos" e à avaliação dos bons resultados atingidos pelos alunos que aprendem bem. Alarga-se e consolida-se, sobretudo, na desmultiplicação de estratégias, ações e meios a que recorre para executar a planificação das tarefas e atividades letivas que traça para determinada turma e que contemplam as diferenças de aprendizagem e de desempenho e, simultaneamente, cumprem a programação curricular, tendo sempre em mente o objetivo comum que propõe para todos os alunos, o sucesso escolar, positivo e de qualidade, reconhecendo que o mesmo, de acordo com a avaliação de conhecimentos e o nível de realização de cada aluno, é expresso em diferentes gradações quantitativas. Em turmas alargadas, grandes, esse trabalho fica dificultado e torna-se humanamente frustrante porque o professor não pode, com eficiência, atender, dar resposta e receber o justo retorno do trabalho que realiza com os alunos. Em todo o processo ensino-aprendizagem, também o desinteresse, a desmotivação e o aspeto comportamental dos alunos não podem ficar esquecidos porque condicionam o trabalho que o professor desenvolve e acabam por acentuar o desgaste a que está sujeito sempre que a gestão de comportamentos desadequados se manifestam na sala de aula e se sobrepõem à motivação da turma e ao cumprimento das atividades letivas que programou. Perde o professor, perdem os alunos e os pais. Perde quem, na área da educação, não enxerga esta realidade da escola atual. E perde o país.

(texto atualizado e republicado)

publicado por momento do café às 12:39

12
Jun 12

Não arrisco acreditar que a penalização, a multa e a responsabilização coerciva de pais e encarregados de educação vão criar condições que ajudem o aluno, injustificadamente faltoso ou com comportamento socialmente desajustado, a adquirir, de modo imediato e por vontade própria, a motivação e o interesse de que carece para frequentar a escola e estudar. A realidade diz que este tipo de aluno sente que a escola é uma "seca". A escola não lhe diz nada. O aluno ganha vícios e comportamentos que o ócio alimenta e a escola fomenta. Não ganha hábitos de estudo e trabalho, nem de responsabilidade e compromisso. Assume atitudes conflituosas e provocatórias entre os seus pares, desestabiliza o quotidiano das atividades letivas, desafia a dignidade do professor e põe à prova a pouca autoridade que lhe resta. Nem regras, nem sanções, nem suspensões vão modificar as atitudes que usa na luta contra a frustração e o tédio que a escola lhe provoca. Estar sujeito à frequência da escola porque, legalmente, a escolaridade obrigatória a impõe, espevita-lhe a contrariedade. Há um tempo que é preciso aproveitar para que o jovem aluno não desperdice o seu "tempo". Se o aluno não quer estudar, dê-se-lhe outra oportunidade de aprender noutros contextos da sociedade. Não se restrinja, à instituição escola, a responsabilidade de formação do aluno em idade de frequência obrigatória. Por que não fazê-la em contexto laboral? O aluno carece, sim, de um currículo programático e específico, com orientação adequada à construção do seu projeto de vida como resposta às suas solicitações e necessidades reais, às suas aptidões ou talentos, aos seus interesses e motivações. Aprender uma arte, um ofício pode corresponder às suas aptidões e vontade. Pode ser a motivação para a aquisição do know how no percurso de uma atividade profissional. Aprendê-la, no terreno, pode ajudar a interiorizar a exigência, a responsabilidade. E, por que não incentivá-lo, também, a integrar projetos de voluntariado? Há uma idade para o aluno aprender os valores do trabalho e da cidadania e, no convívio social, à luz da prática, ganhar a formação cívica.

publicado por momento do café às 10:28
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16
Abr 12

O tempo de turmas numerosas já passou e há muito. A escola era uma realidade, hoje é outra e bem diversa. A escolaridade obrigatória confirmou-a. Numa qualquer turma de uma qualquer escola, os alunos não têm igual capacidade de compreensão, aquisição e aplicação dos conteúdos programáticos, por isso os resultados de desempenho diferem de aluno para aluno. Ritmos de aprendizagem e desempenhos diferentes não podem ser entendidos como inócuos no processo ensino-aprendizagem e, numa qualquer turma, a competência do professor não se limita à "transmissão de conhecimentos" e à avaliação dos bons resultados atingidos pelos alunos que aprendem bem. Alarga-se e consolida-se, sobretudo, na desmultiplicação de estratégias, ações e meios a que recorre para executar a planificação de tarefas e atividades que traça e que contemplam as diferenças na aprendizagem e no desempenho e, simultaneamente, o cumprem a programação curricular, tendo sempre em mente o objetivo comum que propõe para todos os alunos, o sucesso escolar, positivo e de qualidade, reconhecendo, no entanto, que o mesmo é expresso com diferentes gradações quantitativas de acordo com a avaliação de conhecimentos e o nível de realização de cada um. Em turmas alargadas, grandes, esse trabalho torna-se humanamente frustrante porque o professor não consegue, com eficiência, atender, dar resposta e receber o justo retorno do trabalho que realiza com todos eles.

publicado por momento do café às 16:37

09
Mai 10

O título deste post certamente vai causar admiração.Douturamentos*” como aparece escrito na página do Sapo é uma incómoda distracção. Remetida para página da Faculdade de Economia da Universidade do Porto, os Doutoramentos aparecem publicitados. O Doutoramento confere o grau universitário de DOUTOR. E “douturamento” confere o grau de quê?

 

 

*A correcção já foi feita (12-05-2010), na página do Sapo.

publicado por momento do café às 12:57

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