O encanto e a saudade da viagem realizada juntam-se em Barcelona, porto de partida e de chegada do cruzeiro. Com o horário de avião de regresso a Portugal a condicionar o tempo disponível para visitar Barcelona, torna-se impossível percorrer os inúmeros locais significativos da cultura e da arte que a cidade oferece. Deixado para trás o Porto de Cruzeiros, o rumo é a Praça da Catalunha e, de lá, com uma breve paragem para olhar a Livraria Happy Books, seguir até à Catedral de Barcelona que, por sinal, se encontra em obras que não impedem a visita. Um passeio tranquilo pelas Ramblas, o conhecido e movimentado passeio de Barcelona com tendas de artesanato e de recuerdos onde gente de diferentes nacionalidades se cruza, permite olhar o Mercado de S. Josep de la Boqueria e chegar ao outro extremo para encontrar o Monumento Colón, construído em homenagem ao navegador Cristóvão Colombo. De volta ao ponto de partida, a praça de Catalunha, é agradável desfrutar, novamente, a originalidade de muitas "estátuas humanas" expostas ao olhar e à admiração e solidariedade de quem passa no passeio central das Ramblas. Depois, já no percurso para o aeroporto de Barcelona, resta a oportunidade de lançar o último olhar ao MSC Fantasia.
Quando o MSC Fantasia chegou ao Porto de Cruzeiros de Palma, na ilha de Maiorca, registámos os navios de cruzeiro que lá estavam acostados: o Island Escape, o Navigator of the Seas e o Adventure of the Seas, ambos da Royal Caribbean, e o Costa Concórdia, companhia constante durante grande parte do nosso itinerário.
A visita a Palma pode ser feita em autocarro panorâmico que nos possibilita uma viagem pela cidade, com a passagem pela Catedral de Palma, construção gótica do séc. XIII, e o Palácio de Almudaina, pelo Castelo de Belver, antiga fortaleza gótica e de onde avistamos a baía de Palma e pela Marina. No percurso pelo centro da cidade, podemos reter o encanto das fachadas dos seus edifícios mais antigos e a tranquilidade das suas ruas e praças, numa tarde de Verão.
Na Tunísia, Cartago, considerada pela Unesco como Património da Humanidade, impõe uma visita às suas áreas arqueológicas e ao Museu, na Colina de Byrsa. É muito interessante a visita às Villas Romanas que estão situadas no antigo cemitério Púnico. Das ruínas, desfruta-se a magnífica vista que nos oferece o Mar Mediterrâneo. Vale a pena visitar Sidi Bou Said, cidade de pescadores, fundada por árabes da Andaluzia, olhar o colorido do seu artesanato e a beleza das suas casas brancas de janelas e portas azuis. E, porque estamos na Tunísia, sente-se a atmosfera do encantamento que a África (que também é minha) e o Mar Mediterrâneo lhe conferem.
Na Sicília, Palermo é uma cidade bem plana e a visita, a partir da Estação Marítima, não é muito cansativa. Na Via Enrico Amari, encontramos o Teatro Politeama (Teatro Garibaldi) e mais adiante, à esquerda, flectimos para seguir pela Via Maqueda. No cruzamento desta com o Corso Vittorio Emanuele, olhamos os Quattro Canti, construções barrocas do séc. XVII, com destaque para as estátuas das quatro santas de Palermo, Santa Cristina, Santa Ninfa, Santa Ágata e Santa Oliva e das quatro fontes com estátuas alusivas às quatro estações do ano. Mais adiante, seguindo, ainda, pela Via Maqueda, passamos a Fonte da Piazza Pretoria e virando à esquerda, na Piazza Bellini, a visita à Igreja da Matorana torna-se imperdível pela beleza dos seus mosaicos bizantinos do séc. XII. Em frente, fica a igreja de Santa Catarina que é lindíssima. Retornando aos Quattro Canti, também conhecida por Piazza Villena, e tomando o Corso Vittorio Emanuele, situa-se a Catedral de Palermo. Da Catedral, com a fachada exterior tão imponente, fica-nos a imagem do interior singelamente belo. Seguindo pelo Corso Vittorio Emanuele, retemos a imagem da Porta Nova, do Palácio Normanni e da Capela Palatina. Inesquecível é o trânsito caótico de Palermo. É preciso estar atento às scooters que abrem caminho por todos os lados.
Nápoles é a mais movimentada cidade portuária no golfo do mesmo nome e a sua história perde-se no tempo. Os monumentos e os edifícios que enriquecem a história da cidade e a cultura da sua gente conferem-lhe um carácter muito peculiar. A cidade revela um aspecto não muito cuidado das suas fachadas e das suas ruas estreitas, o que poderá chocar qualquer visitante menos avisado. Contudo, Nápoles é assim. Nápoles é genuína. Não se esconde atrás de estereótipos de marketing turístico e apresenta-se tal como é, e nela transparece a maneira de ser e de estar dos napolitanos. Da visita, desde a igreja de San Lorenzo, ao Teatro San Carlo, às Galerias Príncipe Umberto I, à Piazza del Plebiscito, ao bairro residencial de Posillipo, de onde se vislumbra a baía de Nápoles, há muito para recordar. O seu artesanato, muito expressivo e colorido, faz jus à fama e beleza dos seus presépios. Dos seus licores aos seus sabores, Nápoles é uma cidade viva.
Sendo Portofino uma localidade frequentada por gente rica e famosa, na sua principal rua comercial, não faltam as lojas de reconhecidas marcas internacionais.