Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


26
Abr 10

A larga amplitude que a diversidade toma, tanto na sociedade como na na escola, exige do professor uma resposta atenta, adequada e empenhada. Hoje, a nível da aprendizagem, o professor trabalha na e para diversidade, factor que marca a escola para todos. A diversidade que o professor encontra na escola impõe-lhe uma desmultiplicação de estratégias, actividades e recursos numa planificação organizada de tarefas de aprendizagem que a diferenciação exige para cumprir um objectivo comum, o sucesso escolar. E, mais do que vocacionado para o ensino, o professor actual lida, também, com a indisciplina, a desmotivação e o insucesso escolar. Muitos alunos revelam desinteresse pela escola, cultivam o ócio, fazem um percurso sem rumo na construção do futuro, e acabam, muitas vezes, por revelar comportamentos disruptivos. Os comportamentos desajustados e a violência que manifestam, na sala de aula ou em qualquer outro contexto escolar, prejudicam o quotidiano da escola, as actividades de ensino-aprendizagem, as relações interpessoais e de convivialidade na comunidade escolar, e o professor acaba por sofrer o desgaste pessoal e profissional que essas situações comportamentais ocasionam.

Ao concluir esta série de apontamentos que escrevi sobre as relações entre família e a escola, mais do que nunca, afirmo que ser professor não é fácil na sociedade actual.

publicado por momento do café às 14:01

19
Abr 10

No esforço de gestão de casos de indisciplina e dos comportamentos desajustados que acontecem na escola e que comprometem a aprendizagem e o sucesso escolar dos alunos, os professores, sós, desempenham um papel difícil porque nem sempre vêem resultados imediatos ou a médio prazo. É importante salientar que à escola compete desenvolver estratégias que contribuam para a prevenção dessas situações comportamentais desadequadas que possam emergir na comunidade escolar. Havendo, ainda assim, falhas ao nível da prevenção, à instituição escola cabe o papel de reivindicar a dotação de recursos humanos especializados na problemática comportamental (psicólogos, professores de educação especial, e outros) para que os professores sejam apoiados na identificação dos sinais ou das condições que definem atitudes de indisciplina e/ou de comportamento de determinado(s) aluno(s) para que avaliação, feita em tempo útil, possa conduzir à intervenção adequada que reponha os momentos de sã convivencialidade na escola e no seu perímetro envolvente. Na fase de prevenção e que deverá ser a acção prioritária e aplicada ao universo dos alunos da escola, todo este processo deve contar com a colaboração responsável e empenhada dos encarregados de educação (pais ou outros). Numa fase de intervenção, se as circunstâncias comportamentais assim o exigirem, e durante o desenvolvimento e avaliação do programa interventivo que venha a ser aplicado a determinado(s) aluno(s) toda a acção deverá contar com a participação dos respectivos encarregados de educação.

publicado por momento do café às 12:47

25
Mar 10

As relações escola-família continuam a suscitar todo o interesse e estudo, não só pelo conhecimento que se adquire, mas também pela valia que o tema traz à área da Educação. Existem muitos estudos publicados que referem resultados muito positivos quando o envolvimento parental está presente na vida escolar dos filhos. Excluem-se os casos em que a conflitualidade é marcante na relação escola-família e, quando esta parceria não decorre como se deseja, a escola e os seus professores não poderão abdicar das suas responsabilidades, direitos e deveres porque o papel que desempenham na sociedade assim o exige em prol da criação de um ambiente escolar sem perturbações que fragilizem a aprendizagem e a disciplina. Para tal, devem procurar, por todos os meios, estabelecer um patamar de entendimento com os pais para esclarecer, negociar e evitar situações de perturbação e tensão que possam induzir o aluno ao desinteresse, ao absentismo e à condução de comportamentos desafiadores e disruptivos em contexto escolar.

 

 

publicado por momento do café às 00:14

20
Mar 10

Só se exige que os pais se limitem ao “papel de pais” responsáveis e comprometidos com a educação dos filhos. O papel dos pais é fundamental nos bons e nos maus momentos da vida escolar dos filhos, na motivação, no estímulo, na ajuda, na compreensão e no apoio que o aluno precisa quando a avaliação de desempenho não se revela compatível com o esforço e o trabalho demonstrados (a prática do reforço positivo torna-se indispensável). Os professores e os pais exercem responsabilidades bem distintas, compartilhadas, que não se sobrepõem e que, reciprocamente, não podem ser usurpadas ou invadidas. Uma gestão harmoniosa dessas responsabilidades torna visível a confiança entre pais e professores, previne situações de negligência e indisciplina com  proporções que venham a exigir uma intervenção concertada de ambos, traduz a motivação, o empenho do aluno na aprendizagem, a melhoria dos resultados na avaliação do desempenho, o sentimento de apoio e, ainda, o apreço e o respeito dos pais pelo trabalho que professor realiza e o compromisso daqueles na busca de mais conhecimento sobre o processo educativo dos filhos.

publicado por momento do café às 12:25

15
Mar 10

Tomando como adquirido que o envolvimento parental, correctamente assumido, apresenta benefícios para o aluno, o professor deve privilegiar o diálogo com os pais para colher e fornecer todas as informações que contribuam para a melhor compreensão do desenvolvimento do trajecto escolar dos alunos. É necessário que os pais tomem conhecimento das situações decorrentes da aprendizagem (o progresso, o empenho, as dificuldades de aprendizagem pontuais ou mais específicas, o esforço para as superar, a frustração, a falta de interesse, a negligência, a indisciplina, o comportamento) e dos resultados que os filhos vão obtendo na avaliação de desempenho escolar. O acto de aprendizagem não se esgota no contexto espaciotemporal do ensino, isto é, na escola. A aprendizagem começa na escola e deve continuar no contexto familiar através das tarefas de estudo e de trabalho de sistematização conducentes à consolidação e à aplicação segura dos conhecimentos e, simultaneamente, à criação de hábitos de trabalho e de organização do tempo e à interiorização do sentido de responsabilidade. É aqui que o envolvimento dos pais, no percurso escolar dos filhos, é relevante. Os pais devem revelar uma atitude de reconhecida autoridade, não temida, mas respeitada para que se não se confunda com autoritarismo. Os pais responsáveis são exigentes no cumprimento do estudo e do trabalho, intransigentes face à negligência, não dispensam a disciplina e o respeito na escola, e estão atentos aos mínimos detalhes emocionais e comportamentais que os filhos possam projectar no contexto familiar para que, em momento oportuno, colham todas as informações que apontem  a causa e a adequada intervenção.

publicado por momento do café às 13:20

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