Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


01
Jan 10

À meia-noite, cumpriu-se o ano de 2009. Exposto à crise económica e financeira que transitou do ano anterior, fica gravado pelo encerramento de muitas empresas e pela crescente onda de desemprego. Fica o registo da gripe H1N1 que tanto alarmismo e receio espalhou. Marcado por três eleições, Portugal de antes e de após o acto eleitoral para Assembleia da República não mostrou diferenças. E assim se projecta para 2010. Portugal parece estar condenado à desmotivação, à descrença, à indiferença e, nos últimos dias do ano, ao desespero que resultou da intempérie que se abateu sobre algumas regiões do país e semeou grande destruição. Fica para recordar a tomada de posse de Barack Obama, o 1º Presidente Negro dos Estados Unidos, um homem que vem acrescentar esperança de paz no Mundo. Assim, o queiram todos os homens. Por isso, foi galardoado com o Prémio Nobel da Paz. Inesquecível o seu discurso na cerimónia de entrega do Nobel. Áquila, cidade de Itália sofreu um tremendo abalo sísmico, devastada pela morte e pela destruição nunca mais esquecerá 2009. A cimeira de Copenhaga sobre as alterações climatéricas, agendada também para 2009, decorreu sob o signo do fracasso, sem que dela tenha nascido um acordo de consenso entre os líderes mundiais.
Um ano que não foi deixa grandes lembranças.

publicado por momento do café às 03:14

28
Dez 09

A escola, aceitando as vantagens que advêm das relações positivas que se estabelecem com a família, continua a desenvolver e a implementar uma prática de aproximação dos pais para que estes sintam, cada vez mais, a necessidade da participação e do compromisso no percurso educativo dos filhos. É importante acrescentar que o professor deve procurar conhecer os diversos contextos em que o aluno se movimenta e interage (escola, casa, família), independentemente de estrato sócio-económico e cultural de pertença. Assim, o professor pode aperceber-se da relação do aluno com os pais e/ou outras pessoas com quem tem laços de vinculação ou sociais que lhe permitam estar atento às causas subjacentes a alguma situação irregular que interfira no comportamento ou embarace o aproveitamento escolar do aluno, para que, em tempo útil, possa intervir adequadamente, contando com a colaboração dos pais e/ou outros na recolha de informação. Não se pode confundir a participação ou o envolvimento parental com as tentativas que alguns pais encetam com vista a imiscuírem-se nos assuntos e na tomada de decisões no que concerne à elaboração do projecto curricular de escola e/ou de turma, aos métodos e às estratégias adequadas nos processos de ensino e de aprendizagem, tendo como adquirido que as orientações curriculares, pedagógicas e didácticas competem aos professores. Contudo, cabe aos pais e aos encarregados de educação, e é lícito que o façam, questionar a escola e os professores, sempre que verifiquem que as oritenções curriculares, as propostas pedagógicas, os métodos de ensino e as estratégias e actividades de aprendizagem não sejam os mais adequados e condicionem o desenvolvimento e o percurso escolar dos seus educandos.

publicado por momento do café às 23:26

27
Dez 09

Bom era o tempo do Natal passado em África. Preferível ao Natal coberto por um leve e belo manto de neve. O frio atrofia a alegria do Natal. O  quentinho da lareira não consegue superar o calor do Natal no tempo dos trópicos. Não havia árvore de Natal, nem o consumismo a que nos devotamos à conta do Pai Natal. Na varanda que acompanhava toda a frente da casa, com escadas de acesso ao jardim e bem virada ao mar, armava-se um grande presépio numa caixa de madeira cheia de areia da praia e, sobre esta, uma cabana com iluminação que fazia sobressair as principais figuras do presépio. Seguia-se todo o guião cronológico da história do Natal. Só à meia-noite do dia 24, hora do nascimento, era colocado o Menino Jesus nas palhinhas e no dia de Reis, os três Reis Magos, que já faziam parte do cenário, eram deslocados para a entrada da cabana. Não faltavam a estrela brilhante a guiar-lhes o caminho e os anjinhos com o dizer, Glória in excelcis Deo, em letra bem caligrafada pelo mano mais velho. A construção do presépio era um entusiasmo para todos nós, com a supervisão do meu irmão F. que olhava a todos os pormenores.

Na véspera de Natal, o aroma a canela espalhava-se pela casa. Era um dia de azáfama para a minha mãe que fazia os doces tradicionais e não faltavam as rabanadas, os coscorões, a aletria, o pão-de-ló e os mexidos (formigos como são conhecidos no Minho) e eram à rico, como dizia um camarada do meu pai, o Sr. Monteiro, porque além do mel e do vinho do Porto, levavam amêndoas, nozes, pinhões, avelãs e passas de uva. O jantar da Consoada era servido numa mesa muitíssimo comprida, na sala das traseiras da casa e contígua à cozinha, porque a minha família (pais e seis filhos) era grande. Mas não o suficiente para a celebração da festa de Natal. Havia sempre convidados, pessoas longe da família e que os meus pais faziam questão de convidar para connosco passarem a noite de Natal. Na noite da Consoada, comia-se o tradicional bacalhau cozido com todos, cozinhado em grande quantidade porque o que sobrava era para fazer a “roupa-velha” que se comia no início do almoço do dia da Natal. À sobremesa, provavam-se, então,  todos os doces tradicionais. 

Era à meia-noite que colocávamos o sapatinho junto ao fogão que ficava sob a chaminé da cozinha. A ânsia de ver os presentes que o Menino Jesus trazia não nos deixava dormir e obrigava-nos a madrugar para espreitar sa prendas no sapatinho. Quantas vezes, até já tínhamos descoberto os presentes escondidos num dos guarda-fatos, mas era sempre uma alegria. Aquela alegria que só o Natal continua a dar às crianças. E porque o calor apertava à hora do almoço de Natal, comia-se na mesa do quintal, à sombra fresca da grande mandioqueira. Uns anos, lá em casa, criava-se um peru que era servido recheado. Outros anos, os meus pais davam preferência ao cabrito criado e oferecido pela comadre Formidável, (os meus pais eram padrinhos da filha mais velha), e que os criava na sua casa da Samba. Claro que era cabrito, se ele, entretanto, não fosse devolvido pela braveza que resultava do toureio que o meu irmão J. resolvia fazer-lhe. Seja nos trópicos, seja setentrional, o Natal dos tempos de hoje está desvirtuado pelo consumismo que nos contagia e mesmo que sejamos contra este sistema de vivência da época natalícia, acabamos por embarcar nas armadilhas do marketing publicitário que está muito bem apontado para o alvo que melhor responde à publicidade e que tão bem sabe amolecer a nossa vontade: as crianças.

publicado por momento do café às 00:29

24
Dez 09

Fotografias tiradas, ontem, na viagem do Porto para Bragança. Um manto branco cobria o percurso, tornando a viagem mais demorada.


 

 

 

publicado por momento do café às 00:39

19
Dez 09

Perspectiva-se um começo de fim-de-semana bem preenchido, agora que as férias de Natal estão a chegar. Foi a festa de Natal das crianças com 3 e 4 anos e a apresentação foi muito alegre, com expressiva componente interdisciplinar. A par da língua Portuguesa, cantaram em Inglês e Espanhol, que fazem parte do currículo de formação. A princípio, o Tiago, apreensivo, procurava na assistência a presença dos pais e quando os localizou, ofereceu aquele sorriso de felicidade. A par da participação dos colaboradores do Colégio que cantaram para os seus alunos, a festa culminou com a participação dos pais das crianças desta faixa etária que, por turma, cantaram canções de Natal para os seus filhos. No dia seguinte, foi a festa de Natal do João, estivemos presentes, incluindo a priminha. Houve canções de Natal, uma história contada pelos professores e enriquecida com fantoches e os pais, também, por turma, participaram com canções alusivas à quadra natalícia. Não faltou o Pai Natal que distribuiu balões por todas as crianças. Depois do jantar, foram ao Coliseu do Porto e assistiram ao espectáculo de Circo que os encantou. Até tiraram fotografias com o filhote de tigre e nenhum dos três se sentiu intimidado. Foi um dia tão cheio de emoções que, no regresso a casa, acabaram por adormecer.

publicado por momento do café às 01:52

14
Dez 09

A escola, no passado, com uma cultura dominante marcadamente selectiva e destinada às elites, determinou um desajustamento sócio-cultural que provocou o afastamento de muitas famílias do processo escolar dos alunos. Ainda hoje, após o surgimento da massificação do ensino, esse afastamento persiste. Pela sua experiência, os professores reconhecem que há muitas famílias que se sentem desmobilizadas, procuram demarcar-se de todo o processo educativo, tomam uma posição de total alheamento, ou então, delegam à escola a função e o papel que lhes competiria em relação à educação dos seus filhos. Convém referir, também, as famílias que vivem em permanente conflito com a escola. Mostram animosidade nas relações com a escola, transmitem um complicado envolvimento parental que, muitas vezes, acabam por influenciar, de forma negativa, o comportamento e prejudicar os resultados do desempenho escolar dos filhos. Face a casos destes, a escola deve tomar uma atitude de firmeza e, simultaneamente, de muita subtileza para gerir e ultrapassar as situações menos pacíficas. Havendo a consciencialização de que a atitude familiar exerce influência considerável em todo o processo e desenvolvimento educativo do aluno e pretendendo-se que ela seja favorável e útil, torna-se necessário e indispensável que a escola, ciente do seu papel específico no processo ensino-aprendizagem, crie um clima propício para que nela se estabeleça, sem percalços, o envolvimento parental.

publicado por momento do café às 20:37

06
Dez 09

Na comunicação social de referência, todo o trabalho noticioso focaliza o desenrolar da investigação e a audição das pessoas que, alegadamente, aparecem envolvidas no processo que monopoliza a atenção pública. Dá-se lugar à reportagem e a informação mantém-se em constante actualização. O espaço comunicacional consulta juristas, politólogos, sociólogos, jornalistas especialistas no assunto, questiona políticos da mesma linha ideológica e de linhas divergentes e, até à exaustão, faz-se a análise do caso. Há comentários, opiniões, especulações sobre factos e, no campo “do parece que é, ou foi”, tudo é conjecturável. No que concerne ao processo em investigação, a opinião pública interioriza o que se vai dizendo, aqui e ali, e tudo acaba por originar uma amálgama de ideias inconclusivas, pouco esclarecedoras para a maioria das pessoas e cria-se, por fim, uma ambiência propícia ao julgamento público. Recrudesce a descrença nos políticos porque, alegadamente, algum político parece ser alvo de investigação. Generaliza-se a descredibilização da Justiça porque afirmações de responsáveis políticos parecem apontar nesse sentido. O alcance dessas reiteradas afirmações fica pouco esclarecido. E suscita dúvidas. No ar, fica a sensação que a opacidade quer tomar conta da linha bem distinta que separa os dois poderes, o político e o judicial, num estado democrático e de direito que define o país. Pressente-se que algo tende a torná-la ténue. Aos políticos, cabe o papel de respeito pelo trabalho que compete à Justiça para que o mesmo possa ser cumprido com garantia de independência, de isenção e de objectividade para o cabal esclarecimento dos factos, sem qualquer perturbação ou pressão, quer na investigação e inquérito, quer em julgamento, se for caso disso, posteriormente.

publicado por momento do café às 16:31
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