Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


18
Dez 13

Na varanda virada ao mar, o presépio ficava montado numa caixa grande de madeira cheia de areia da praia e apoiada em quatro pernas. Sobre a areia fina, era construída a cabana tosca com uma pequena lâmpada elétrica, bem disfarçada, que realçava as principais figuras do presépio: o Menino Jesus, a Virgem Maria e o S. José. Não havia um burrinho, mas não faltava a vaquinha que aqueceria o Menino Deus que seria deitado nas palhinhas da minúscula manjedoura. Um espelho ladeado de conchinhas do mar imitava o lago onde um lindo cisne branco nadava. Na areia fina e dourada, marcavam-se, também, os caminhos com pequenos burgaus por onde os pastores seguiam com os rebanhos, como se caminhassem na direção da cabana. Com a supervisão do mano "Mocho" que olhava todos os pormenores, a montagem do presépio, logo no início das férias escolares, era uma autêntica alegria e seguia a cronologia dos factos, segundo a tradição. À meia-noite do dia 24 de dezembro, o Menino era colocado nas palhinhas e, mais tarde, na Epifania, os reis magos, Belchior, Baltasar e Gaspar, chegavam à entrada da cabana. Afinal, partiam de tão longe, vinham de leste e seguiam o brilho da estrela maior que, colada lá no alto do céu de papel de seda azul-breu e bem cravejado de outras estrelinhas douradas, estendia os raios sobre a cabana, onde dois anjinhos rochunchudos com uma faixa com as palavras Glória in excelcis Deo, em letra bem caligrafada pela mão do mano mais velho, convidavam à adoração do Menino Jesus. Nesse tempo, não havia árvore de Natal, nem o consumismo à conta do Pai Natal, o ícone natalino dos tempos que correm.

Éramos felizes.

excerto in "Natal no tempo dos trópicos" (revisto)

P.S.: "Natal doutro tempo" é dedicado ao meu neto Tiago de 8 anos.

publicado por momento do café às 17:05

03
Dez 13

"Vamos" aos mercados. Vamos ver é se não enterramos mais o pé na poça, digo, na crise. Mas haja esperança! Nem tudo nos pode corre mal....

Eu poderia dar uma saltada ao mercado, ao do Bolhão. Mas não tenho tempo. Vou para os lados da Constituição (a rua, claro) e se o tempo fosse elástico, desceria até à rua Sá da Bandeira e iria espreitar o nosso emblemático Bolhão. Fico-me pelas imediações do Marquês. O nosso, o do Porto. A cidade! Depois, rumo a Matosinhos onde me esperam o João e o Tiago. Hoje vão jantar cá em casa. Um dia que será bem preenchido.

publicado por momento do café às 12:25

01
Dez 13

Dezembro chega azul e ensolarado. Está frio! Há um prenúncio de inverno. E de Natal. Já começo a ver o triste Pai Natal, por aí, subindo um prédio qualquer, na vã possibilidade de entrar, no dia 24, pela chaminé de uma lareira qualquer. E também não hão de faltar os estandartes com a imagem do Menino Jesus estampado, pendurados ao sabor dos efeitos climáticos do inverno. Estes anúncios de que o Natal vai chegar são de um gosto duvidoso...

Como estamos em dezembro, é já na primeira semana que tenho a tradição de enviar os postais de felicitações de Natal à família e aos amigos que vivem mais longe. Já os adquiri, falta escrever a mensagem de boas festas, endereçá-los e ir aos CTT do aeroporto para os enviar. Este ritual não deixo passar. Assim mo tansmitiram os meus pais e, assim, continuo a tradição. Telefonar, sim, para alguns familiares e amigos. Mandar mensagens para o telemóvel está fora de questão. Não gosto.

Depois, uns dias antes de Natal, geralmente quando as férias escolares chegam, faz-se o presépio com as figuras que já me acompanham desde a infância e enfeita-se a árvore de Natal. Às vezes, o João e o Tiago colaboram. Entretanto, o meu presépio com artesanato do Malawí (aqui), há um ano, marca presença na minha sala. O lindo presente de Natal que a minha filha me trouxe desse país. É lindo. Lembra-me a minha África. O Natal fica presente todo o ano. Eu gosto. E muito.

publicado por momento do café às 11:38

24
Nov 13

Sábado e aconteceu mais um jantar de família. Cantámos os parabéns ao Miguel que fez anos esta semana. E, como sempre, com a desafinação de que a família faz jus. É o habitual entre os diferentes ritmos e as risadas de nosso coro familiar. Mas não lhe serviu de nada ser o aniversariante porque teve de cumprir a sua tarefa de fazer e servir o café. Desta vez não foi coadjuvado pelo Tiago que jogava o "Scrabble" com o João e a Inês. Foi um bom serão. Só com pena de que a Ana esteja tão longe... o dever profissional exige.

publicado por momento do café às 00:29
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12
Out 13
Sábado de outono. Um café expresso do Malawi! Aquece a alma e sossega as saudades, enquanto se faz o jantar de família...

publicado por momento do café às 18:02

28
Set 13

Sábado de outono para reflexão, entre tachos (dos que vão ao fogão), tarefas domésticas, alguns momentos para a escrita e poucos para a leitura...

publicado por momento do café às 11:24

22
Ago 13

 

 Viagem a Bragança, um calor abrasador. O céu azul, o fogo ao longe.


 

 Uma autoestrada deserta.


 

Outras vezes, quase deserta.


 

O aviso constante. 

                                                                  

 

O fogo...

 

e, mais fogo, o flagelo deste verão.

publicado por momento do café às 10:20

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