Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


12
Jan 15

Se 7 de janeiro ficou marcado pelo trágico golpe que intentaram contra liberdade de expressão, o dia de ontem ficou desenhado pela força da diversidade globalizada que se uniu para se manifestar contra a violência e reagir ao medo coletivo que não pode instalar-se sob pena de se tornar um aliado daqueles que espalham o terrorismo como uma forma de luta que faça valer o fanatismo a que se entregam. Por um dia, todas as diferenças, a social, a político-ideológica, a religiosa, a cultural, a linguística, a racial, diluídas na solidariedade e na tolerância da incontável multidão que enfileirou a Marcha em Paris, deixaram sobressair os valores que as aproximaram e, em uníssono e em liberdade, comungaram da mesma dor e expressaram o repúdio e a condenação pelos atos sangrentos que foram cometidos em pleno coração de França. 

publicado por momento do café às 17:18

10
Jan 15

Paris viveu três dias de terror. O que se passou na capital francesa foi uma espécie de tsunami que chegou à Europa, que se estendeu aos países que condenam o terrorismo, e inscreveu um marco temporal que estabelece toda a diferença entre o antes e o depois de 7 de janeiro de 2015, não só pela surpresa, a rapidez e  a dimensão do atentado ao Charlie Hebdo, mas também pela resposta conseguida pelo Governo francês e as forças de segurança e, ainda, pela atitude solidária de uma multidão que se juntou numa praça da cidade para repudiar um ato criminoso e, sem medo, encarar um adversário sem rosto, que se escondia, que poderia surpreender com total desrespeito pela vida humana. Por agora, acalmada Paris, sobra tudo o que poderá acontecer para que a História de ”o depois” se faça. Só o futuro lhe dará continuação, sendo certo que nada será como dantes.

publicado por momento do café às 11:50

08
Jan 15

Quando se executa, a sangue frio, a liberdade de expressão, como podemos classificar os seus executores? É gente que não merece a perda de tempo com adjetivação porque a cobardia e o obscurantismo da sua mentalidade não cabem no mundo livre em que vivemos. É gente que atua como se estivesse parada na Idade Média da Civilização e, com fanatismo incalculável, é cega à tolerância das sociedades ocidentais, nas quais desfruta da liberdade, da democracia e do respeito pela crença que professa. E, mesmo dispondo da força das armas e do ódio sangrento, é gente que não conseguirá calar o direito à criatividade e à liberdade de expressão daqueles que, de lápis na mão, põem a nu, e sem medos, todas as ações bárbaras e desumanas que pratica. É gente que, definitivamente, não respeita o Profeta e o Islão.

publicado por momento do café às 11:56

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