Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


06
Nov 12

Outono, tempo de condescendência. Brilho de sol amarelecido que ousa romper o céu pesado que se faz azul. Momento de luz e reconforto.

publicado por momento do café às 10:48

04
Nov 12

Outono carrega os detalhes da mudança. Espalha-os, ao pormenor. Sobressaem o ocre, o castanho velho, o vermelho seco, o assobio do vento, a batida ritmada da chuva, o voo louco das folhas, ressequidas e livres, e os cheiros, tão presentes, das primeiras chuvas, da castanha assada, do vinho novo, da natureza que despe os últimos laivos do verão. Tempo do entorpecimento e do recolhimento. Do silêncio, também. E muito! Apenas quebrado pelo vento que varre a chuva forte que ensopa tudo. Chuva impiedosa que trespassa o corpo e encharca a alma. Outono, prenúncio do inverno, branco e gelado. E da nudez. Tempo para a longa preparação da renovação cíclica que tem de acontecer.

publicado por momento do café às 12:33

02
Nov 12

Era uma vez um lindo jardim quadrilongo, plantado à beira-mar, onde, sob o indefinível zunzum de incontáveis insetos que ali esvoaçavam, viviam uns gafanhotos gigantes que, unidos por um incontrolável apetite, saltitavam sem limites e buscavam todas as oportunidades que os conduzissem ao mais promissor e farto devorismo. Aqueles gafanhotos, com desmedida e voraz ambição, arrastavam muitos outros que, movidos pela ganância e, como predadores que eram, se lhes juntavam para se converterem numa praga insaciável que engordava descomunalmente. No jardim, todos os insetos os reconheciam como gafanhotos gigantes, confiáveis, insetos de bem, acima de qualquer suspeita. O comum dos insetos que tranquilamente zoava por ali, tão confiante e transbordando ingenuidade, jamais pensaria que tal praga de gafanhotos gigantes pudesse causar tamanha devastação no jardim quadrilongo. Gafanhotos gigantes, máscaras de seriedade, escondiam a avidez pela colheita fácil e, em ataques devastadores e menos claros, provocavam um enorme flagelo predatório no jardim, infligindo-lhe um ruinoso dano. Todos os insetos, no jardim, tinham como certo que o grilo com a função de supervisão da atividade dos gafanhotos gigantes, inseto bem remunerado e cercado de muitos privilégios, estaria atento a toda aquela voracíssima onda polífaga. Mas tal ação de zelo não acontecia. O grilo zelador, inquirido, estridulava ingenuidade e excessiva credulidade no mais destacado gafanhoto gigante daquela praga destruidora. O resultado redundava em estragos de grande monta que os grilinhos falantes, eleitos democraticamente e então governantes do jardim, já em desespero de causa, decorria um domingo de outono, tiveram de o mandar ajardinar, em modo "nacionalização". Outros outonos passavam. Comissões de inquérito depois, no jardim quadrilongo, chegava mais um outono e, sem factos concretos nem provas novas, tudo continuava por esclarecer sobre a colheita danosa que uma Brutal Praga Nefasta de gafanhotos gigantes tinha infligido ao jardim quadrilongo, plantado à beira-mar, a sudoeste da Europa.

publicado por momento do café às 12:08

31
Out 12

Tempo de espera para que a natureza se faça renovada e acorde de novo, mais tarde, quando a primavera se fizer anunciar. Mas, por agora, a mudança impõe-se. A atmosfera outonal acomoda-se. Emoções, sentimentos, imagens, sentidos despertos. Tempo que favorece a criatividade. Tão diversa. Trilha de liberdade e de silêncio em momentos de escrita e de arte. A música, as palavras, as imagens! Porque é outono.

publicado por momento do café às 12:53
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20
Out 12

Portugal fica mais pobre por largos anos. Mais pobre! Lá fomos (sem canto, nem riso) de mãos estendidas à "caridade" externa. Dependemos da ajuda "dos outros" e o país tem de ser governado com medidas que nos impõem sacrifícios para cumprir os compromissos firmados. Isto é soberania? E por que se chegou a este sufoco? Portugal sempre teve tendência e gosto para viver acima das suas posses, dizem. A realidade é bem outra. Os cidadãos comuns estendem as mãos e agarram o trabalho, bem precioso que não querem perder, pagam impostos, cumprem as obrigações fiscais... e acabam por pagar, de toda a forma e feitio, o "pato" que os responsáveis pelos sucessivos governos foram engordando e que o governo atual não consegue emagrecer. Com um governo sem ideias para queimar as gorduras, vemo-nos gregos para pagar o "pato".

publicado por momento do café às 11:30

19
Out 12

Outono, decidido, desenvencilha-se do sol pálido que possa atrapalhar os seus ímpetos e, sem demora, quer impor a seu verdadeiro génio. Chuta, de vez, o verão que desvanece. Encosta-o ao passado. Assume o espaço que lhe compete no calendário dos dias até que o frio do inverno se faça sentir e o relegue, também, para o tempo passado. Lança-se numa ventania incómoda. Folhas secas voam atordoadas, dançam, rodopiam, aconchegam-se, desfalecem e, por todo o lado, ao som do vento, estendem tapetes de matizes únicos que marcam mais um outono que chega sem disfarces. 

publicado por momento do café às 11:24

12
Out 12

Afinal não temos um governo. Temos um "pelotão de fuzilamento" da classe média. Quando esta estiver completamente espremida através destas medidas austeras e desconcertantes que lhe impõem  uma enorme carga fiscal e, já moribunda, não puder contribuir para este Estado sanguessuga, a quem é que irão recorrer os que nos governam? Que contas vão fazer? De ditadores de medidas de austeridade passamos a ter ditadores do empobrecimento de quem, com o seu trabalho, contribui com os seus impostos para o financiamento e economia de Portugal. Os governantes, democraticamente eleitos, não respeitam a dignidade, nem os sacrifícios da classe social que sustenta o país e aguenta todos os desvios orçamentais que por aí acontecem !!! 

publicado por momento do café às 10:43

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Boa Nova: Farol e mar

Do terraço vejo o mar...

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