Ao longo do ano, os dias sucedem-se irrepetíveis com aparentes pontos comuns, desde a prática rotineira que os enxameia até aos factos marcantes que os distinguem. Não há dias iguais. Uns passam indiferentes à rotina fastidiosa com que os preenchemos. Outros, atravessamo-los penosamente, carregando o sofrimento e o cansaço físico que sobram do desgaste emocional com que enfrentamos as contrariedades que, no dia-a-dia, nos tomam de surpresa. E outros, ainda, correm na leveza dos momentos agradáveis que desfrutamos e dos instantes de felicidade que vivemos. Face aos dias que correm aborrecidos ou que nos conduzem à exaustão, apetece-nos deixá-los no passado, bem arrumados mas não esquecidos para que, de forma mais diluída, os possamos projectar, também, na memória daqueles dias agradáveis que nos amenizam e sustentam a nossa existência. Há dias e dias. Todos eles são as marcas temporais com que assinalamos os acontecimentos, os episódios, as vivências e os estados de alma que contam a nossa história de vida.





