Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


18
Jul 13

A poeira do pessimismo paira por estas bandas e, há uma semana, um sufoco vem tomando conta de nós. Restam a sobrevivência e a sanidade mental preservadas para, desesperadamente, agarrarmos uma réstia de esperança que ainda circule, por aí, clandestinamente. Queremos alcançar a salvação de quem esteja disposto a estender-nos a confiança que fomos perdendo entre a crise, a austeridade e os falhanços. Para tal, o PR deu o esboço, impôs as condições para que o projeto de salvação nacional se concretize e remeteu-se ao silêncio. Não sabemos o que se passa, se o esboço já está a tomar forma, se o projeto está prestes a ser acordado e concluído para aplicação. Sabemos que é um projeto a três e a prazo. Nada transpira da técnica, do traço, da liberdade dos projetistas em exprimir a realidade com que se confrontam e das dificuldades, das divergências e dos recursos de que dispõem. Tendo em conta as diferenças de princípios e os processos políticos que distinguem os projetistas chamados ao compromisso de salvação nacional, esperamos compreensão racional e a conciliação para que, de forma realista e dinâmica, tragam soluções e mantenham o discernimento para implementarem, com serenidade e razoabilidade, o que vier a resultar. Vivemos momentos difíceis. Precisamos de quem projete novos caminhos e não nos embrulhe num projeto de vãs promessas e enganos, sem um fim à vista, e que não seja mais tempo perdido, nem sacrifícios desperdiçados. Precisamos de um compromisso estruturante, um projeto que recrie a nossa crença no futuro. Precisamos, também, das ações securizantes dos projetistas nos momentos em que tivermos de aceitar, ultrapassar ou contornar escolhos e dificuldades que o projeto venha a definir para cumprirmos com tranquilidade os compromissos externos a que estamos obrigados. Esperamos um projeto de compromisso de salvação nacional rapidamente, em pleno verão, num dia soalheiro! Por agora, o calor aperta e o tempo das soluções urge.

publicado por momento do café às 15:16

15
Jul 13

Capricho de sol. Luminoso, nascente.

Manto de luz. Brilhante, incandescente.

Quente, intenso. Imensidão.

Manhã, magia, romagem. Agitação.

Momento, urgência. Tempo fugaz.

Correria, ressa. Rotina.

Andante. Oeste, trilho alcançado.

Longínquo. Desígnio, ocaso anunciado.

Horizonte. Traço ténue, infinito…

Céu e mar. Abraço. Paixão.

Fulvo matizado. Rubescente, vivaz…

Capricho de sol. Poente, crepúsculo.

Quebranto. Fulvo-vermelho esvaído.

Agonizante. Negrume esculpido.

Sombras. Enigma. Noite.

publicado por momento do café às 10:00
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10
Jul 13

Um julho que corre escaldante. Um calor que aperta. Uma semana alucinante e a incerteza que se vive. Depois, uma semana de consultas. Não fica ninguém por ouvir. A expetativa da solução toma conta da preocupação das gentes do país. E hoje, quando a noite desce, o caos instala-se. A surpresa da semana acontece. E quem fica com o menino nos braços? Os comprometidos com o memorandum. Puseram o preto no branco e agora são chamados à salvação nacional. Em nome da estabilidade. Uma coligação a três ou um entendimento a três? A prazo. O PR surpreende. Baixa o pano. Esperam-se os novos desenvolvimentos do problema gerado. A incerteza de solução continua.

publicado por momento do café às 23:51

07
Jul 13

Os momentos de surpresa acontecem. A incerteza toma conta dos dias. A emoção sobrepõe-se à racionalidade, o pensamento enturva-se, nada se alcança para além de instabilidade que a surpresa provoca. Tudo se põe em causa, a confiança, a lealdade, a compreensão, a decisão que surpreendeu. Aparecem os sábios e os conhecedores. Conjeturam, especulam, analisam a causa, o pretexto, a oportunidade da decisão, as consequências. Todos se ajustam ao julgamento e à crítica. Apontam culpados. Avançam soluções. Carregam e partilham o pessimismo. Manipulam a emoção causada, empolam o estado de desilusão e a aflição que ensombram os dias, enquanto se recupera, ou não, do impacto da surpresa e das estragos que causou. E na incerteza dos dias, emerge a única certeza: nada será como antes.

publicado por momento do café às 10:14

05
Jul 13

Sinto e apetece-me dizer que a desilusão tomou conta de nós. A desistência assentou arraial. O governo chutou os sacrifícios que nos foram pedidos  quando dispunha de capital humano e de eleitorado para cumprir os compromissos com a Troika.  Depois, num segundo momento, em nome da austeridade, passou a impô-los, sem dó nem piedade. Tudo, fomos suportando. A admissão do falhanço e os consequentes pedidos de demissão dos Min.0s Gaspar e Portas, nestes dias em que até o calor de verão se pôs a jeito para infernizar a nossa sacrificada existência, acabaram por derrubar a mais ténue confiança que tínhamos de que toda a austeridade que nos foi sendo exigida nos levaria a bom porto. Estamos atordoados. Em pleno verão quente, atiram-nos um balde água fria, ou antes, gelada. Atingiu-nos em cheio. Atingiu, também, o próprio governo e foi perturbador. A crise veio à tona. Estamos expetantes. A incerteza e o medo tomam conta do nosso quotidiano. Em quem podemos confiar o nosso tortuoso rumo quando não vemos ninguém que, efetivamente, tenha a coragem dos nossos egrégios avós e tome as rédeas do poder na mão. Não, não me refiro a um poder ditatorial, mas ao poder firme e sabedor que trilhe um caminho de sacrifícios, sim, mas que nos deixe sentir que, dentro da razoabilidade do que nos é pedido e não imposto, estamos a ser “levados” para um futuro prometedor e que tudo valerá a pena. De falhanços, incompetência e teimosia andamos fartos. Precisamos de um novo rumo.

publicado por momento do café às 11:13

04
Jul 13

Embrenho-me na escuridão.

Sem temor, avanço.

Espero. Perscruto.

Só silêncio e breu.

Aquieto-me. Escuto.

Só o nada se pressente...

Acomodo-me ao momento,   

à certeza dormente.

Arredo o pensamento…

Estremeço. Um repente.

Esqueço o pressentimento.

Um arrepio, o medo somente!

Sem emoção, sem lamento.

Só o abismo envolvente.

Sem atalho, sem saída!

O nada me prende.

O medo se ajusta. É a vida.

A angústia latente...

Esta incerteza desmedida.

publicado por momento do café às 10:04

03
Jul 13

Do alto da sua governação, perdeu uma asa... aguentou-se 24 horas. Levou um outro golpe de asa e lá se foi a que lhe restava. Nem dá para planar. Está em queda. 

publicado por momento do café às 15:42

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