Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


30
Jan 10

Umas vespas esvoaçam e, incansavelmente, continuam a zumbir aos quatro ventos. Ouvem-se num zumbido estridente. Não passa de uma desenfreada, ruidosa e inconsequente dissonância em redor da vespa-rainha a completar o seu voo final como líder do vespeiro. Embora se manifestem num incomodativo e constante zumbido, o receio refreia-lhes a ambição. Nenhum desses vespídeos parece ter o arrojo de lançar o zumbido ensurdecedor que sustenha o sinal de uma arriscada candidatura à liderança daquele vespeiro. Essas vespas, putativas candidatas à liderança, no momento de concretizarem essa decisão, zumbem, zumbem, perdem a coragem, falta-lhes o fôlego para a luta. Fenecem. A coragem não está na proporção directa à intensidade do zumbido que soltam. Afinal, aquele zumbido incessante não passa de uma característica do ADN daquele vespeiro. São vespas que apenas lutam por um lugar bem perto da vespa-rainha para, no momento que elegem como o ajustado, usufruírem de todas as prerrogativas que o apoio ao líder, de ocasião, pode trazer-lhes. Existem, também, as outras vespas. Aquelas que não se acomodam. E entre elas, destaca-se uma vespa que alardeia forte zumbido de firmeza, dá início ao seu voo de mudança. Sabe que uma assumida ambição pela liderança não é bem acolhida. Abala estruturas e aviva as vulnerabilidades do vespeiro. Anuncia a luta pela liderança do vespeiro. Só essa vespa arrisca, zumbe, tem uma atitude de firme de mudança no seio daquele vespeiro que despreza a sua pretensão e ela, verdadeiramente ambiciosa, vai percorrendo, sem pressa, o seu caminho de crescimento político, organiza o seu próprio vespeiro dentro do vespeiro de dimensão mais ampla. Sabe como recrutar e mobilizar os seus apoios. Escolhe o momento adequado para anunciar o seu voo de partida para a mudança. E mudar pressupõe um voo para a liderança.

publicado por momento do café às 00:06

27
Jan 10

Os dias de chuva oferecem-nos um interlúdio de luz. O sol brilha. Toma conta do céu azul, por uns dias. Certamente, não vai conseguir suster por muito tempo o seu brilho. É um sol de Inverno. Ele tem a primazia de encher de luz os frios dias com que o Inverno nos contempla. Enquanto duram, são revigorantes, preparam-nos para encararmos, com mais ânimo, o percurso do inverno.

publicado por momento do café às 14:34
sinto-me:
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24
Jan 10

 

A gata BIA fotografada num dos seus momentos de perscrutação... e sempre com livros por perto.

publicado por momento do café às 00:17

19
Jan 10

Do sul, um grilo cantante, imponente, cantou. Logo um bloco de insectos zoou alegremente, em apoio à sua intenção. Mas os grilídeos não gostaram e estridularam perante a circunstância do canto extemporâneo daquele grilo cantante que compromete as escolhas. Uns estridulam ruidosamente querendo desapropriá-lo daqueles insectos zoantes que se congregaram em seu redor. Outros pretendem reformular aquele canto alegre para que percorra transversalmente todo o universo dos grilos cantantes e se torne afinado, unissonante e vitorioso, no momento certo.

publicado por momento do café às 15:12

18
Jan 10

Ao fim do dia de um domingo chuvoso, a síndrome de segunda-feira instala-se. A semana, para além dos sintomas inerentes ao recomeço normal do trabalho e das tarefas de rotina, continua acompanhada de uma chuva chata que se acomodou tão bem ao inverno e  não nos quer largar. Não nos dá tréguas. Este céu cinzento e pesado que nos cobre, ensombra-nos o ânimo, encharca-nos a vida e a vontade. Para quem é tão urbana e “litoralista”, que gosta do céu azul, do sol radioso, do mar, mas não consumista de praia, um simples dia de sol de inverno já será uma benção. Fica um réstia de esperança que a chuva se canse e se aborreça de si mesma ou, então, que tenha um assumo de complacência e deixe que o sol brilhe por uns pares de dias.

publicado por momento do café às 17:59
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17
Jan 10

A vespa, espécie social, zumbindo incessante, emerge gradualmente,  e  instala-se em qualquer partido do espectro político. Após a nidificação e um crescimento seguro, cria a sua metamorfose, uma mudança radical de formatação e de substância conjuntural para que, em associação com outras vespas, intente a organização do seu próprio vespeiro no seio daquele  amplo enxame de vespídeos.  Parasita e, do vespeiro que o acolhe, retira os meios que sustentam a sua sobrevivência e ambição. Na realidade, tem o papel social de endoparasita partidário. Instala-se indefinidamente e, em algumas fases, sabe como tirar proveito da sua proximidade com as vespas-rainhas que se sucedem na liderança e, calculadamente, espera que o seu ciclo de maturação política esteja concluído. Atingida a sua eclosão política, no vespeiro que utilizou para seu proveito pessoal, o seu zumbido, em crescendo, vai ampliando a sua própria verdade, impondo a sua opinião firme e assegurando que, rendidos à sua vontade determinada, outros vespídeos se congreguem, em seu torno. A ambição não lhe impõe limites. Sente-se a vespa que contesta a acção da vespa-rainha, a que critica as decisões do líder do momento. Dedica-se a prover todos os recursos e os meios que alimentam o seu objectivo político, a liderança, o voo mais alto que um vespídeo almeja. Sabe esperar o momento e as circunstâncias que lhe possam ser favoráveis, conhece os meios a utilizar na concretização dos seus intentos. Assume-se  vanguardista, aceita-se como a referência do protesto, do descontentamento, regista um zumbido insistente para consciencializar o vespeiro, comunica com clareza a sua pretensão. Mostra-se combativo na acção, o seu ânimo mobiliza outras vespas num enxame de apoio à luta a que se propõe em nome do poder que deseja exercer. Reage como qualquer vespa ambiciosa, as suas palavras soam como picadas de ferrão acutilante. Adverte e encara, sem cobardia, todas as decisões da vespa-rainha instalada e que obstaculiza o seu propósito de liderança. Atormenta-a, amesquinha-a, pica-a impunemente, desgasta-a, imobiliza-a para a queda e morte políticas. Assume o poder que conquista. Nasce o novo líder. Impõe-se como a nova vespa-rainha e, do vespeiro que construiu, emerge gradualmente uma outra vespa... que zumbe.

publicado por momento do café às 00:56

12
Jan 10

Nos EUA, o casamento homossexual é permitido apenas nos Estados de Massachusetts (17 de Maio de 2004), Connecticut (20 de Abril de 2005), Iowa (3 de Abril de 2009) e Vermont (7 de Abril de 2009). Na Califórnia, entre Maio e Novembro de 2008, era legal o casamento homossexual mas deixou de o ser “em referendo, a favor da Proposta 8, uma emenda à constituição estatal que determina que apenas o casamento entre um homem e uma mulher é válido ou reconhecido”*. No Canadá, o Senado aprovou o projecto de lei C-38 que legaliza o casamento entre pessoas do mesmo sexo, em 19 de Julho de 2005. Na Argentina, em 28 de Dezembro de 2009, celebrou-se o 1º casamento homossexual, no cartório civil, com autorização da governadora da província da Terra do Fogo e que anteriormente fora negado pelo Supremo Tribunal Argentino porque não está previsto pela lei do país. No Uruguai, em 18 de Dezembro de 2007, o Congresso autoriza a legalidade de União de casais homossexuais, aprovando a chamada lei da “União Concubinária” e que entrou em vigor na 1ª semana de 2008. É o primeiro país latino-americano que legaliza a adopção de crianças por casais homossexuais, em Setembro de 2009. A união civil homossexual já era permitida na cidade do México, desde 2007 e, a partir de 21 de Dezembro de 2009, a Assembleia  Legislativa do Distrito Federal  da cidade do México alterou a redacção do  Código Civil do México para que a menção de matrimónio como "a união entre um homem e uma mulher" passasse a referir que o casamento é "a livre união de duas pessoas".  O México torna-se o 1º país latino-americano a legalizar o casamento entre pessoas do mesmo sexo. Foi também aprovada a adopção de crianças por casais homossexuais.  No continente africano, a República da África do Sul, em 2002, foi o primeiro país e único de África que legalizou adopção de crianças por casais homossexuais.
FONTES:
*
“Casamento homossexual foi legalizado no Iowa” : Jornal Público de 03/04/2009
http://www.jusbrasil.com.
http://www1.folha.uol.com
Spako, Vera Lucia da Silva: “Do Direito à paternidade e maternidade dos homossexuais: sua viabilização pela adoção e reprodução assistida”. Curitiba: Ed. Juruá, 2005. ( http://www.books.google.pt)

"Cidade do México aprova leique permite casamento entre homossexuais": http://www.ionline.pt.

publicado por momento do café às 18:09

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Boa Nova: Farol e mar

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