Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


28
Set 09

Não vou falar dos resultados eleitorais das Legislativas. Face ao escrutínio, a perspectiva interpretativa de cada um dos partidos políticos mais representativos,  de um jeito ou de outro, é de vencedor. Exceptua-se o PSD. Conhecidos os resultados, começou a campanha para as autárquicas. A luta agora é outra. Não faltarão as caravanas, bandeiras e buzinadas  que definirão a campanha deste, daquele ou de um outro candidatado. É a azáfama eleitoral para as autárquicas.

publicado por momento do café às 23:31

23
Set 09

O Outono chega cálido, oferecendo dias ensolarados como se quisesse apoderar-se do ardor e da alegria do Verão que não pôde dilatar a sua permanência entre nós. O Outono gosta de nos encantar com as sobras que o Verão generosamente deposita em suas mãos para cumprir a data da partida que calendário lhe impõe. Entra colorido e orgulhoso, mostrando todo o esplendor das suas tonalidades ao sol ameno que se atreve a mergulhar a luz e o brilho na atmosfera outonal que silenciosamente nos vai envolvendo. Não tarda muito que o Outono, consciente de que é dono do seu tempo, afaste essa réstia de sol e nos imponha aquela ventania fria e desagradável  que se encarrega de estender, violentamente sobre o chão, um tapete de folhas secas de diferentes tons que se conjugam perfeitamente na paleta de cores que só a natureza sabe pintar. Folhas que teimam em voar e rodopiar em desespero como se quisessem resistir ao destino de serem pisadas friamente por transeuntes indiferentes ou, tantas vezes, pontapeadas ao som das vozes e do riso despreocupado das crianças nas suas ocasionais brincadeiras, a caminho da escola. Murchas pela intempérie e violentadas pela lei da vida, elas suportam a fatalidade do envelhecimento até se finarem encharcadas e putrefactas sob a chuva insistente que o Outono, no lento definhamento dos dias e como prenúncio do inverno, teima em nos presentear.

publicado por momento do café às 00:40
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22
Set 09

Quem disse isto, ontem, visivelmente satisfeito:
“Sou como sou, mas não estou a discutir as minhas qualidades de bailarino”.

publicado por momento do café às 10:31
sinto-me:

Este tema veio, tristemente, abanar o torpor que paira pelo país e animar mais a campanha eleitoral. Mais um facto. Depois deste forte abanão, certamente, seguir-se-ão réplicas.

publicado por momento do café às 10:19

21
Set 09

Terminadas as eleições e conhecidos os resultados, só restará recordar estes versos de "A Banda " de Chico Buarque: "Mas para meu desencanto/O que era doce acabou/Tudo tomou seu lugar/Depois que a banda passou". Nunca estive tão desinteressada na campanha eleitoral, deixei de ver os tempos de antena que sempre foi meu hábito seguir em anteriores campanhas, quer legislativas, quer europeias.  As reportagens, a informação noticiosa, a análise, o comentário actualizados estão focalizados na "acção de esclarecimento" e propaganda eleitoral dos diferentes partidos políticos. Estes queixam-se da asfixia democrática, da asfixia social, da claustrofobia democrática e abusam destes chavões que por aí se ouvem. Sei que o nosso futuro está em jogo. Contudo, parece que Portugal parou a ver passar a campanha eleitoral. Atrevo-me a dizer que se vivem dias de asfixia eleitoral. Socorro, dêem-nos outros temas para sairmos deste torpor que invadiu o país!

publicado por momento do café às 14:18
sinto-me:

19
Set 09

Há, afinal, uma razão subjacente à proposta pelo BE no seu Programa Eleitoral na questão dos PPR's (pág.53). Agora veio a conhecimento público que o dirigente do Bloco de Esquerda havia investido em PPR's. E não só ele, conforme o Expresso. Ele PPRrou e outros  do BE também PPRaram. Como não dá retorno, lá se vão os benefícios fiscais. Eu tomo nota do conselho e não PPRrarei! Nos privados.

 

publicado por momento do café às 16:53

18
Set 09

Na campanha para as eleições legislativas, a maioria dos principais partidos políticos limita-se a desbobinar uma listagem slogans, estrategicamente publicitados, assentes em propostas constantes do programa político e, a par, arremessa os ataques pessoais, faz circular a maledicência para dar nas maturrangas de todos e de cada um dos adversários políticos e pôr a descoberto erros e fraquezas. Tudo é motivo e pretexto para ser devidamente anunciado porque o alvo das campanhas é o eleitor e é preciso cativá-lo. No momento do entusiasmo e de excitação da campanha eleitoral, torna-se imprescindível referir, mais uma vez, o trunfo, a obra ou a acção, que já são pretéritos, ou um novo trunfo, uma promessa que, duvidosamente, se perspectivará como exequível. É uma atitude de risco que cada partido político corre porque as promessas não cumpridas podem levar o eleitor ao distanciamento e postergação. Mas a campanha eleitoral não passa de uma desenfreada atroada de prometimentos e compromissos eleitorais e, o povo português, uma vez mais, parece apostar no desinteresse pela classe política, estado de alma que resulta da descrença nos actores da política. A campanha eleitoral resume-se à arte da galopinagem e à exoração de votos porque sem os ditos cujos, afinal, nem o número de deputados de cada partido político cresce na Assembleia da República, nem se alcança a meta mais ambiciosa, a cadeira do poder executivo.

publicado por momento do café às 00:24

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Boa Nova: Farol e mar

Do terraço vejo o mar...

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