Quero deixar, aqui, só três notas sobre o que mais me chamou atenção, ultimamente, neste país, no que diz respeito à informação que é veiculada pelos canais televisivos. A primeira diz respeito ao rescaldo da apresentação do Cristiano Ronaldo, no Estádio de Santiago Bernabéu, como jogador do Real de Madrid. Foi mais do mesmo e, em todos os noticiários, foi repetida grande parte da reportagem. Foi um massacre constante. Mas que tipo de informação é esta que nos encharca os ouvidos e acaba por nos provocar tédio e desinteresse.
A segunda nota refere-se às cerimónias fúnebres de Michael Jackson. Bem sei que foi à escala planetária, mas já bastou a semana anterior em que se falou tão exaustivamente da morte do rei da música Pop. Paz à sua alma.
A terceira nota é sobre a proposta que Manuel Alegre fez às duas candidatas, Ana Gomes e Elisa Ferreira, as únicas que vão beneficiar da dupla candidatura, para que escolham entre o Parlamento Europeu e para o qual foram eleitas ou para que retirem as suas candidaturas às eleições autárquicas. Claro que a decisão da direcção do Partido Socialista (PS) de proibir a dupla candidatura e que os dirigentes das distritais aceitaram, tornou-se injusta para os candidatos mais recentemente indicados para as autárquicas e que não poderão constar nas listas para deputados à Assembleia da República. A tão apregoada transparência que se proclama e exige, chegou tarde demais, provocou polémica e em termos políticos, os visados sentem-se prejudicados em relação às duas candidatas referidas... Mas que culpa têm, Ana Gomes e Elisa Ferreira, se as regras do jogo foram mudadas? Quem actuou demonstrando falta de coerência foi a Direcção do PS e as suas estruturas distritais ao aceitarem tal mudança imerecida! E, para calarem as acusações do Partido Social Democrata (PSD), usam a transparência que, afinal, não é ampla e não é a justa proporção entre os diferentes candidatos propostos pelo mesmo PS...





