Hoje começa um novo mês e com ele o segundo semestre do ano civil. Parece que ainda ontem começou 2009 e acabámos de ultrapassar o meio do ano. Os dias correm tão rapidamente que, mal damos conta, já só nos restam tantos dias quantos os que perfazem outro meio ano. Viveram-se dias mais ou menos tranquilos, uns foram mais fáceis de levar, outros mais pachorrentos e ainda outros em que as contrariedades queriam tomar conta das nossas vidas. No rescaldo dos bons e dos momentos menos bons deste meio ano que se completou, agora lançamo-nos para o outro meio ano para que se cumpra e se perfaça o ano inteiro. Acreditamos que os dias ensolarados de férias e o céu azul de Verão dar-nos-ão o ânimo para encarar, mais tarde, a ventania, as folhas secas e amarelecidas de Outono em que os dias tornar-se-ão, gradualmente, tão cinzentos e remeter-nos-ão para outros dias ainda mais sombrios, frios e desagradavelmente chuvosos de Inverno. O tempo voa e os dias sucedem-se como se quisessem tomar uma velocidade quase “supersónica” que não conseguimos acompanhar. Falta-nos tempo para tudo o que projectamos concretizar. Os dias resumem-se a um tempo velozmente escasso que muitos planos envelhecem adiados e só uma posterior oportunidade permite que sejam realizados porque outros vão surgindo e intrometendo-se de supetão, com imprevisibilidade e urgência que exigem realização prioritária e, quantas vezes, ainda, vão provocar o esquecimento de muitos outros planos porque, indefinidamente, ficam por concretizar. Vivemos continuamente condicionados pela míngua do tempo que dispomos, mas vale a pena aproveitar todos os momentos que os dias do ano, freneticamente, nos oferecem.





