Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


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Mai 09

Ao som do zumbido difundido pelo vespeiro, a vespa-rainha foi emergindo e, gradualmente, crescendo. Nesta espécie social que caracteriza  o vespeiro de um qualquer espectro político, a vespa-rainha instalou-se de forma discreta e, por algum tempo, manteve-se silenciosa. Já acomodada no vespeiro e rodeada de vespas suas apoiantes, fomentou uma mudança circunstancial para objectivar soluções que enfrentassem a situação embaraçosa que resultou da crise económica e financeira para a qual os seguidores da economia selvagem arrastaram o mundo. Consumada a sua eclosão política, acompanhada por tantas outras que lhe são fiéis, procura organizar e controlar o seu ninho de vespas para a que a verdade, a opinião e a vontade de uma qualquer outra vespa, mais combativa, não sobressaia. É premente que ninguém consiga influenciar, nem sequer consciencializar o vespeiro com causas fracturantes que possam trazer estragos à sua posição de vespa-rainha. Não querendo e detestando o show-off, imbuída de atitudes sóbrias, procura comunicar com o vespeiro, evita o uso do ferrão acutilante para que a sua picada não se possa traduzir numa mútua situação de luta dolorosa que venha a ganhar repercussão, condicionando o voto das vespinhas aderentes. Mas desenganem-se as vespas que julgam que a vespa-rainha não é combativa. Atormentar e desgastar são as marcas do seu combate. Ela direcciona-o para um alvo determinado. O seu desejo é cravar as marcas do seu ferrão no poder dos grilos, esses seres cantores que estridulam e ressoam com sons amplificados, produzindo um canto muito particular com a finalidade de atrair os populares grilinhos votantes. Muitos destes consideram os grilos cantantes como amuletos de estimação, pois um grilo representa muita ''sorte'' que poderá ser manifestada nas benfeitorias que os grilinhos não querem perder, nem desejam alienar. Mas o canto dos grilos depois de uma proposta de solução apresentada pela vespa-rainha, pode ser julgado como se a mesma não tivesse passado de um dichote ou tivesse sido, simplesmente, ignorada pelos grilos cantantes. E eles, avessos às críticas de ideias e a propostas de solução, preferem cantar em uníssono e que estridulação resulta! Não param. Isso é motivo para causar mais irritação na vespa-rainha e em todo o vespeiro que acolita à sua volta. A vespa-rainha sente-se fortalecida e ciente da oposição responsável face ao poder dos grilos, reage incomodada e parte para o ataque aos grilos cantantes. Ela procura atingi-los com o seu ferrão para lhes reduzir ao mínimo os possantes estriduladores,  para os silenciar, para os amordaçar – queixa-se um dos notáveis grilos cantantes. E logo ele! A sua necessidade de estridular é constante... e como se sente ameaçadoramente amordaçado!

publicado por momento do café às 00:24

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