Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


31
Mar 10

"Aquele" vespa foi emergindo em busca de um crescimento seguro. Na realidade, "considerado como um outsider",  de forma calculada, foi construindo o seu ciclo de maturação política. Soube aguardar a circunstância e o momento que fossem favoráveis à sua eclosão como vespa-rainha. Combativo na acção, soube, com clareza, comunicar a sua pretensão, o seu ânimo e o seu charme mobilizaram uma maioria de vespas, um enxame no apoio à luta pela liderança que tanto ambicionara e que o levou à vitória. E o novo líder nasceu. E, naquele vespeiro, assume o poder que acabou por conquistar nas eleições. E este novo vespa-rainha conhece tão bem aquele vespeiro. Sob o lema da mudança, pretende congregar as diferentes sensibilidades que caracterizam o vespeiro. Traça um rumo de firmeza para a sua liderança. Sabe que vai liderar vespídeos com um ADN tão sui generis que, a qualquer momento, podem soltar um zoar ensurdecedor que coloca a nu as divergências adormecidas e acentua as vulnerabilidades que podem abalar as estruturas do vespeiro. E uma outra vespa saberá aproveitar o momento, emergirá prontamente e, zumbindo incessantemente, atormentará, amesquinhará e, impunemente, provocará o desgaste... do novo líder que acabou de nascer.

publicado por momento do café às 19:44

25
Mar 10

As relações escola-família continuam a suscitar todo o interesse e estudo, não só pelo conhecimento que se adquire, mas também pela valia que o tema traz à área da Educação. Existem muitos estudos publicados que referem resultados muito positivos quando o envolvimento parental está presente na vida escolar dos filhos. Excluem-se os casos em que a conflitualidade é marcante na relação escola-família e, quando esta parceria não decorre como se deseja, a escola e os seus professores não poderão abdicar das suas responsabilidades, direitos e deveres porque o papel que desempenham na sociedade assim o exige em prol da criação de um ambiente escolar sem perturbações que fragilizem a aprendizagem e a disciplina. Para tal, devem procurar, por todos os meios, estabelecer um patamar de entendimento com os pais para esclarecer, negociar e evitar situações de perturbação e tensão que possam induzir o aluno ao desinteresse, ao absentismo e à condução de comportamentos desafiadores e disruptivos em contexto escolar.

 

 

publicado por momento do café às 00:14

21
Mar 10

O poema não é o canto
que do grilo para a rosa cresce.
O poema é o grilo
é a rosa
e é aquilo que cresce.

É o pensamento que exclui
uma determinação
na fonte donde ele flui
e naquilo que descreve.
O poema é o que no homem
para lá do homem se atreve.

 

Os acontecimentos são pedras
e a poesia transcendê-las
na já longínqua noção
de descrevê-las.

 

E essa própria noção é só
uma saudade que se desvanece
na poesia. Pura intenção
de cantar o que não conhece.

 

*CORREIA, N. (1993):  "O Sol nas Noites e o Luar nos Dias", PROJORNAL,  p. 51.

publicado por momento do café às 12:24

20
Mar 10

Só se exige que os pais se limitem ao “papel de pais” responsáveis e comprometidos com a educação dos filhos. O papel dos pais é fundamental nos bons e nos maus momentos da vida escolar dos filhos, na motivação, no estímulo, na ajuda, na compreensão e no apoio que o aluno precisa quando a avaliação de desempenho não se revela compatível com o esforço e o trabalho demonstrados (a prática do reforço positivo torna-se indispensável). Os professores e os pais exercem responsabilidades bem distintas, compartilhadas, que não se sobrepõem e que, reciprocamente, não podem ser usurpadas ou invadidas. Uma gestão harmoniosa dessas responsabilidades torna visível a confiança entre pais e professores, previne situações de negligência e indisciplina com  proporções que venham a exigir uma intervenção concertada de ambos, traduz a motivação, o empenho do aluno na aprendizagem, a melhoria dos resultados na avaliação do desempenho, o sentimento de apoio e, ainda, o apreço e o respeito dos pais pelo trabalho que professor realiza e o compromisso daqueles na busca de mais conhecimento sobre o processo educativo dos filhos.

publicado por momento do café às 12:25

15
Mar 10

Tomando como adquirido que o envolvimento parental, correctamente assumido, apresenta benefícios para o aluno, o professor deve privilegiar o diálogo com os pais para colher e fornecer todas as informações que contribuam para a melhor compreensão do desenvolvimento do trajecto escolar dos alunos. É necessário que os pais tomem conhecimento das situações decorrentes da aprendizagem (o progresso, o empenho, as dificuldades de aprendizagem pontuais ou mais específicas, o esforço para as superar, a frustração, a falta de interesse, a negligência, a indisciplina, o comportamento) e dos resultados que os filhos vão obtendo na avaliação de desempenho escolar. O acto de aprendizagem não se esgota no contexto espaciotemporal do ensino, isto é, na escola. A aprendizagem começa na escola e deve continuar no contexto familiar através das tarefas de estudo e de trabalho de sistematização conducentes à consolidação e à aplicação segura dos conhecimentos e, simultaneamente, à criação de hábitos de trabalho e de organização do tempo e à interiorização do sentido de responsabilidade. É aqui que o envolvimento dos pais, no percurso escolar dos filhos, é relevante. Os pais devem revelar uma atitude de reconhecida autoridade, não temida, mas respeitada para que se não se confunda com autoritarismo. Os pais responsáveis são exigentes no cumprimento do estudo e do trabalho, intransigentes face à negligência, não dispensam a disciplina e o respeito na escola, e estão atentos aos mínimos detalhes emocionais e comportamentais que os filhos possam projectar no contexto familiar para que, em momento oportuno, colham todas as informações que apontem  a causa e a adequada intervenção.

publicado por momento do café às 13:20

11
Mar 10

O enriquecimento do currículo com as experiências de vida e da cultura familiar dos alunos (multiculturalidade e partilha de saberes e vivências) pode ser um pretexto de aproximação da família à escola. Pela experiência profissional, muitos professores podem afirmar que os pais respondem positivamente quando solicitados para colaborarem em actividades de aprendizagem de conteúdos curriculares e/ou para participarem com os professores na preparação de festas e outras acções programadas no âmbito do projecto educativo de escola. São estas marcantes atitudes de colaboração que reforçam o exercício do envolvimento parental na escola. Hoje, torna-se impensável que a tradicional cisão entre a escola e a família prevaleça porque as funções que as distinguem, apontam para propósitos comuns: o sucesso escolar e a construção do percurso de vida dos alunos.

publicado por momento do café às 14:48

07
Mar 10

Os professores, assumindo-se co-responsáveis pelo percurso educativo do aluno, devem criar estratégias de “inclusão” dos pais na escola para que estes sintam a necessidade da participação na vida escolar dos filhos. Actualmente, a estrutura da família vem sofrendo transformações e as mudanças (princípios, valores, atitudes, comportamentos, ...) que acontecem na sociedade, sob os aspectos económico, social e cultural, são os factores que caracterizam a diversidade que chega à escola. Tendo em mente que o lema actual é a construção de uma escola para todos e o objectivo é o sucesso escolar, torna-se necessário que a planificação dos conteúdos curriculares e das actividades escolares (complemento curricular e extra-curriculares) contemplem, o mais possível, todos  os ângulos distintos e diferenciados que completam a amplitude que essa diversidade toma e que define a sociedade e a escola actuais. Para que tal resulte, é indispensável e forçoso que sejam criadas todas as condições que possibilitem a expectativa positiva de sucesso escolar para todos os alunos, motivo mobilizador para que os pais marquem uma presença mais constante na escola. A par desta estratégia que deve ser desenvolvida e que chama os pais à escola, os professores podem sensibilizá-los para estarem atentos aos sinais de comportamentos desviantes (ex.: o bullying e consequente vitimização) para que, em tempo útil, escola e pais promovam acções de prevenção e, se necessário, tracem um plano de intervenção em casos concretos que surjam no contexto escolar ou no seu perímetro envolvente e que podem provocar resultados trágicos à comunidade onde a escola se insere. A escola, os pais e a comunidade não podem viver de costas viradas. Todos, embora com papéis diferentes, em última instância, têm de se entender para bem do futuro que ajudam a construir.

publicado por momento do café às 21:43

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