Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


28
Fev 10

Um estado de alma pode compelir alguém para uma sentida expressão de indignação quando se depara com gente que se movimenta, em navegação livre pela Internet, procurando poisar, indiferente, no ponto certo onde pode apropriar-se do trabalho de outrém. Tal gente procede como a mosca. Sim, como a mosca, essa gente conspurca e suga tudo que lhe interessa. Compreende-se que a mosca, na busca do alimento, o faça. Afinal, ela desempenha uma função na Natureza e a sobrevivência da espécie empurra-a para tal... Mas gente que poisa onde pode sugar e conspurcar a criatividade dos outros, desconhece o que é escrever por gosto. É gente que não sabe o que é o acto de construção criativa da escrita e o que ele encerra de frustração, de esforço, de cansaço.  É a frustração que se ultrapassa quando a reformulação ou o recomeço da escrita o exigem. É este o esforço redobrado que se ignora. É o cansaço que invade e com o qual se convive. É gente que não sabe nem pode sentir a emoção, a dor quando se toca em sentimentos e recordações, o entusiasmo das convicções que ficam expressas, a alegria que emerge do texto escrito, da realização conseguida. E é um compromisso que se assume com a escrita para que a rotina não tome conta da sanidade mental que se deseja preservada. E que dizer da indignação que assola o autor, face ao plágio? Essa gente nunca a sentirá. Mas todos estes estados de alma não contam para quem se apropria do labor dos outros. A mosca poisa, cola e chateia. Mas não tanto como essa gente sem questionamento ético.

publicado por momento do café às 18:51

23
Fev 10

Algumas fotos que foram tiradas no Verão de 2009, quando pela primeira vez conheci esta linda ilha.


 

 

 

 

 

publicado por momento do café às 14:10
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21
Fev 10

Foi assim... não é bem assim... é o mexerico. Há sempre novas versões para que o mexerico se imponha e nunca se chega a saber a razão por que cai no circuito social, mais ou menos alargado, estendido a um universo mais extenso e público ou restringido ao pequeno meio social onde o alvo se movimenta. O mexerico sustenta a mesquinhez dos autores, gente  ávida pelo conhecimento dos erros de outrem, pelo descortinar dos seus segredos, gente maodizente que se encarrega da sua difusão, que explora a insinuação e suporta a suspeição para que a intriga circule, em roda livre, sem limites, e ampliada no conteúdo, no espaço e no tempo. Enquanto a máscara de impunidade se cola aos autores, a suposição, a especulação, a maledicência, como máscaras da oportunidade, colam-se ao mexerico e conduzem os visados à difícil gestão de tolerar e resistir ao desgaste emocional e físico a que ficam expostos. O mexerico propaga-se com tal permissividade que o desrespeito desfila pela passadeira linguaraz da sociedade como se uma borracha tivesse apagado os vestígios de respeito, compreensão e tolerância dos seus autores e seguidores que, não fazendo uma paragem para contabilizar os estragos provocados na vida de alguém, ignoram o estado de alma dos atingidos porque o olhar rapace sobre o sofrimento dos outros não lhes concede tempo para se questionarem... O mexerico nasce, cresce, multiplica-se em condições favoráveis e, mesmo que não sobreviva à reposição da verdade, não morre completamente. Deixa sempre a marca indelével da dúvida.

publicado por momento do café às 12:30
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16
Fev 10

Há muito, muito tempo, existia, a oeste da Ibéria e plantado à beira-mar, um lindo jardim quadrilongo onde viviam uns gafanhotos gigantes que saltitavam sem limites e, unidos num incontrolável apetite, buscavam o momento de aproximação aos canteiros floridos para que pudessem assaltar todos os recursos que os conduzissem ao mais promissor e farto devorismo. Com ambição voraz, arrastavam muitos outros gafanhotos movidos pela ganância e, como animais predadores que eram, convertiam-se numa praga insaciável que, em operações devastadoras menos claras, desbaratavam as sementinhas que tantos insectos incautos, que neles confiavam, haviam colocado à sua guarda. E por lá se iam instalando aqueles gafanhotos gigantes, máscaras de seriedade que escondiam a avidez pela colheita fácil e provocavam um enorme flagelo predatório no jardim, infligindo danos aos insectos que neles confiaram.  O efeito era inacreditável. No jardim, os insectos que por lá esvoaçavam definiam-nos como gafanhotos gigantes de bem, confiáveis, acima de qualquer suspeita. Confiantes, os insectos, jamais pensariam que tal praga de gafanhotos gigantes pudesse causar tamanha devastação nos canteiros daquele jardim quadrilongo.  E todos os seres que por ali pululavam, tinham como certo que o gafanhoto com a função de supervisão e zelo, insecto cercado de muitos privilégios, estava atento a toda aquela voracíssima onda polífaga dos gafanhotos gigantes. Mas tal acção não acontecia. Inquirido, face ao tumulto predatório detectado, o gafanhoto  zelador  não aceitava, nem sequer admitia quaisquer falhas na sua função de vigilância e zelo... e propalando a sua ingenuidade e credulidade excessiva nos mais destacados gafanhotos gigantes daquela praga destruidora, levou os insectos, que viviam por todo aquele jardim, a ficarem com a sensação de que, ingenuamente, passara ao lado! E pasme-se! Por fim, o mérito e o reconhecimento para o gafanhoto zelador pelo cabal cumprimento das suas funções de zelo. Era  a meritocracia a funcionar com zelo, no jardim quadrilongo, ali, a oeste da Ibéria.

publicado por momento do café às 21:55
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14
Fev 10

Um sonido ensurdecedor entoado por incalculável número de insectos de todos os quadrantes daquele jardim quadrilongo à beira-mar, ali a oeste da Ibéria, ouve-se e vem no mesmo sentido. É o toque de alerta quando a liberdade de zumbir está em perigo. Logo a grilharia, em todas as frentes, ataca aquele ruído. Nenhum dos grilos cantantes desafina na atitude de protecção ao grilo-mor que se vê confrontado com relevações que, alegadamente, parecem apontar para o seu desejo de condicionar o zunzum disparado por tantos insectos  que se movimentam naquele jardim , soltando um zunido que o tanto o incomodam. Todos os grilos estridulam quando o canto do patrão grilídeo é exposto  ao desconforto da dúvida e planeiam acções para que todo aquele zumbido impertinente não o embarace. É o momento “do toca a reunir” toda a família grilídea, é obrigatório que todos os grilos cantem harmoniosamente. Não há lugar para os desafinados, e os grilos fazem o canto do compromisso, entoando o mesmo estribilho e sem alterações: não comento mexericos

publicado por momento do café às 16:31

Festa dos ...ados (as), com a sua face doce: os apaixonados, os enamorados, os amados, os namorados, os casados... Dia dos namorados ou dia de S. Valentim soa a comemoração importada. Tem como objectivo único, o consumismo.

publicado por momento do café às 16:19

09
Fev 10

Está online a petição "TODOS PELA LIBERDADE":

http://www.peticaopublica.com/?pi=P2010N1213

publicado por momento do café às 16:02

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Boa Nova: Farol e mar

Do terraço vejo o mar...

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