Breve momento de pausa para quebrar a rotina...

Autoria de textos e imagens do blog é de momento do café


31
Jul 09

Há pouco para escrever. Estou em contagem decrescente para umas desejadas férias. Para dar cumprimento ao horário do programa escolhido para o merecido gozo de férias, vai ser necessário partir para Lisboa no dia anterior à viagem. Ano passado, não houve tempo para as férias que estavam pensadas para Setembro. Torna-se necessário deixar a concha por uns dias para bem do equilíbrio mental porque não é muito aconselhável passar 365 dias, no mesmo lugar. É preciso mudar os horizontes, respirar outros ambientes, conhecer e experienciar outras vivências para quebrar esta rotina anual que nos cansa e a que o quotidiano nos conduz.

É preciso ultimar e organizar tudo aqui, em casa, para quem não vai de férias e, agora, é já tempo de embalar a trouxa e zarpar.

 

 

*Venham mais cinco, ZECA AFONSO

publicado por momento do café às 11:30
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30
Jul 09

Aproveitei para fazer uma arrumação no sótão que é o lugar de eleição do João e do Tiago porque é lá que se guardam os brinquedos que vão deixando cá por casa. Quando descobrem qualquer brinquedo já esquecido e com que não brincavam há muito tempo, é uma festa pegada porque os dois disputam o mesmo brinquedo. Não faltam carros de todos os tamanhos e marcas e, por isso, deixo uma rima que fiz para o João.

 

ZÁS, TRÁS…LÁ VAI UM

 

Zás, trás…rua abaixo,
Zás, trás…rua acima,
Lá vai um,
Lá vão dois,
três carrinhos
a passar.
Um é meu,
outro é teu,
outro é de quem o guiar!
O carrinho lá de cima
desce, desce,
sem parar…
Ai, quem o vai travar?
O carrinho lá de baixo
sobe, sobe,
devagar…
Ai, quem o vai empurrar?
E o outro carrinho?
Parou!
Coitado!
Não sobe,
não desce.
A gasolina acabou!

 

                   RIMAS PRÓ JOÃO

publicado por momento do café às 00:08

27
Jul 09

Algo intrigava a população daquele jardim quadrilongo, onde a rosa se impunha pela sua cor e o perfume dominante. Ali, a oeste da Ibéria, as formiguinhas intelectuais fervilhavam com ferroadas de raiva, enquanto os grilos cantantes estridulavam de revolta. Um facto toldava o ambiente democrático do jardim.
Nem os grilinhos, nem as formiguinhas mostravam vontade de assumir um esclarecimento sobre o acontecimento que veio a lume, provocou tanto ruído e colocou tantas dúvidas aos habitantes daquele jardim quadrilongo. Formiguinhas, vespas, gafanhotos, louva-deus, escorpiões e outros insectos e aracnídeos questionavam de que lado estava a verdade ou quem é que mentia.
Tanto o dirigente do grupo dos grilídeos, como o dirigente do formigueiro gladiavam-se e no centro da luta, uma joaninha que afirmou que fora, insistentemente, seduzida pela cor, pelo aroma do jardim e pelo canto dos grilinhos. Procura-se, pois, a tal joaninha para que venha pôr fim a todo este imbróglio que pôs o jardim em polvorosa . Os seres vivos que por ali pululam, têm o direito de conhecer quem não diz a verdade...

publicado por momento do café às 00:55

26
Jul 09

Ontem, sábado, foi o dia de nos reunirmos cá em casa para o jantar de família e antes de partir para férias, o que acontecerá no próximo fim de semana. Portanto, foi um dia que dediquei, com gosto, aos tachos e ao fogão. Foi uma noite cheia de vivacidade e muito ruído, porque o João e o Tiago, como é habitual, fizeram questão de monopolizar o Marco para a louca brincadeira. Aproveitámos o ensejo para cantar os parabéns ao Tiago que fez anos na passada segunda-feira. À sobremesa, então, comeu-se uma tarte de maçã e um bolo de aniversário com o WALL-E para o Tiago apagar as quatro velas, depois da família lhe cantar os parabéns. No fim, o indispensável e saborosíssimo café que foi servido, como é costume, pelo Miguel.

publicado por momento do café às 09:37

25
Jul 09

No grupo dos grilídeos, para a escolha dos candidatos ao canto no parlamento dos insectos daquele jardim quadrilongo, plantado a oeste da Ibéria e banhado pelo mar azul, todos os grilos cantantes se põem a jeito e procuram cantar em uníssono. Vozes desafinadas e desafiantes da linha imposta pelos grilos dirigentes não são bem-vindas. Deseja-se quem alinhe pela disciplina do grupo grilídeo e saiba cantar em uma nota só. Quem não aceita as regras e não quer cantar em uníssono, não pode estridular de forma dissonante porque é, definitivamnte, afastado das opções e corre o risco de passar de inconveniente a proscrito do grupo grilídeo. Quem quiser cantar naquele jardim onde as rosas são predominantes, não pode argumentar  com o  «Desafinado»* e a última oportunidade é entrar no «Samba de uma nota só».**

 

**Tom Jobim

 

 

publicado por momento do café às 17:08

O Júnior ou Juninho, como também lhe chamamos, é o único sobrevivente da família de caniches que teve início em 1993. O Bobby que nasceu em 1992, era o pai, jogava futebol com os meus filhos, era muito calmo, fazia muita companhia. Desapareceu, já lá vão uns doze anos, quando se festejava, com foguetes, o dia da Imaculada Conceição. Assustado, encontrou o portão de casa aberto e fugiu. O Júnior, na altura tinha dois anos, acompanhou-o, mas conseguiu fugir do lugar onde alguém o prendeu e apareceu com uma corda amarrada ao pescoço que conseguiu roer porque nunca viveu preso. O Bobby é que nunca mais apareceu. A Mimi era a mãe e morreu de doença, no ano passado. Tinha 14 anos (nasceu em 1994). Ela era a verdadeira matriarca, tivera domínio sobre o Bobby e, mais tarde, sobre o filho. O Bobby e a Mimi foram-me dados por pessoas amigas. Sempre que havia ninhadas, também eu oferecia os filhotes a pessoas conhecidas que eu sabia, de antemão, que os tratariam bem. De todas as ninhadas de filhotes, o Júnior foi o único que nasceu completamente branco como o pai e na primeira ninhada. Ontem, o Júnior fez a desparasitação porque na próxima semana é a altura de ser vacinado e inclui a vacina que é exigida para ficar uns dias no hotel para cães, se for necessário e sempre que não fica alguém em casa para tratar dele, durante a férias. Já completou 14 anos, em 17 de Abril passado. É um lindo cão, já a ficar velhinho mas continua muito meigo e paciente.

publicado por momento do café às 00:43
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24
Jul 09

Manuel Alegre, ao fim de 34 anos, despediu-se do Parlamento. Como homem de causas, certamente, noutras batalhas políticas dirá «presente» e deixará a sua marca. Por agora, ficam as palavras com que tão bem sabe lidar.

 

 

AS PALAVRAS*

 

Palavras tantas vezes perseguidas
Palavras tantas vezes violadas
que não sabem cantar ajoelhadas
que não se rendem mesmo se feridas.

 

 

Palavras tantas vezes proibidas
e no entanto as únicas espadas
que ferem sempre mesmo se quebradas
vencedoras ainda que vencidas.

 

 

Palavras por quem eu fui cativo
na língua de Camões vos querem escravas
palavras com que canto e onde estou vivo.

 

Mas se tudo nos levam isto nos resta:
estamos de pé dentro de vós palavras.
Nem outra glória há maior do que esta.

 


* ALEGRE, M. (1999): OBRA POÉTICA: Lisboa, publicações D. QUIXOTE, p. 235.

publicado por momento do café às 00:17

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